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Vitaly, é costume aqui dar gorjeta a motorista de táxi e Uber?

Uma pesquisa pouco confiável do ano 2016

A pobreza em massa é um fenómeno novo para a Rússia pós-soviética (segundo os dados do governo russo, um 15% dos russos vivem abaixo da linha da pobreza, se nós usarmos o padrão ocidental, esse número será muito maior). Assim, a tradição de gorjetas, que desapareceu depois da Revolução de 1917, desde 1991 está voltando.

Os motoristas de UBER/YANDEX ou os garçons dos restaurantes são as pessoas que estão no fundo da sociedade (em geral são migrantes das repúblicas outrora soviéticas, que depois da queda da URSS, caíram na Idade da Pedra: Quirguistão e Armênia, Uzbequistão e Tadjiquistão, Ucrânia e Moldávia). 

O salário diário dos taxistas nos últimos 7 anos caiu 3 vezes (graças à uberização). Se registram os casos das mortes dos taxistas em “seus” carros por trabalhar demais, como também morrem por trabalhar demais os entreguistas de comida, caindo de “suas” bicicletas. Sua vida é quase um inferno com o objetivo de entrar na classe média baixa.

Mas os usuários de UBER/YANDEX/SAVE-TIME também são as pessoas relativamente pobres, que lutam por não cair da classe média baixa ao submundo do UBER!

Em contrapartida os ricos não usam UBER, ou melhor dizendo, os ricos usam algum Uber Super Lux Plus (ou eles tem seus motoristas privados para não pagar nunca pelo estacionamento). 

A maioria dos russos não comem nos restaurantes onde há garçons, eles comem de vez em quando nos restaurantes de autosserviço, onde nem tecnicamente há jeito de deixar gorjetas.

Acontece então que os usuários de UBER, as pessoas que comem nos restaurantes de mass market ou as pessoas que compram a entrega de produtos QUASE NUNCA DÃO AS GORJETAS.

A situação da gorjeta acontece entre um rico e um pobre, e eles tecnicamente podem se encontrar só num lugar de chique, por exemplo, num restaurante do nível mais ou menos alto: cliente e garçom. 

Segundo uma pesquisa da opinião pública (pouco confiável) um 40% dos russos dizem, que deixam as gorjetas nos restaurantes e bares (mas é importante compreender, que a maioria dos russos não comem nos restaurantes com garçons cada dia, senão 1 vez por ano ou por vida). Só um 12% dos russos dão gorjetas aos taxistas (quando o uso de táxis é muito mais frequente e rutinario que comer num restaurante com garçons!).

Os líderes da opinião pública (que representam os ricos) nos aconselham a dar as gorjetas. Mas pela lei ainda não é obrigatório na Rússia.

No setor turístico também as gorjetas se tornam comuns. Alguns de meus motoristas até colocam em seus carros os cartéis: “tips are welcome”. Certos restaurantes já incluem as gorjetas na conta (incluem, porque os clientes não querem dar as gorjetas voluntariamente). Cotando os pacotes turísticos eu nunca espero as gorjetas, nem as incluo, mas a maioria de meus clientes ficam felizes com meu trabalho e deixam as gorjetas, claro que isso soube muito minha autoestima e isso é uma boa inversão de seu dinheiro.

Resumindo, entre os russos a gorjeta ainda não é comum. A última moda é oposta – procurar os cashbacks (programas de recompensa por pagar com certos cartões). Mas no setor turístico as gorjetas são bem-vindas (também pela lógica da desvalorização da Rússia: a Rússia se tornou um dos destinos mais económicos, vale a pena agradecer aos russos).

P.S.

Pode ser curioso que é quase uma tradição aqui de agradecer aos médicos ou aos professores do setor público com os pequenos presentes (tradição se formou no tempo de déficit ao final da Perestroika e avançou no tempo do fome dos anos do capitalismo selvagem). Os presentes podem ser pessoais ou coletivos. Com os coletivos há problemas: os filhos dos pais, que não podem ou não querem pagar tal dinheiro à escola, por exemplo, correm risco de bullying. Porque outros pais pagam – pela pressão da escola ou pela pressão de alguns pais ativistas idiotas. E o dinheiro não sempre vai para o professor ou para as reformas de aulas, este dinheiro facilmente pode ser roubado pelo diretor ou pelo chefe do comité dos pais. Nestes casos as gorjetas direitas seriam mais honestas, e muitos russos preferem presentear algo simbólico (com frequência já em forma de dinheiro), mas diretamente para o professor ou o médico.


Top 5 dos santos ortodoxos

O Centro Pan-Russo da Pesquisa de Opinião Pública (em russo WCIOM) fez um estudo sobre os santos dos russos ortodoxos:

Quantos santos ortodoxos você conhece?

Você pode nomear até 5 dos santos mais conhecidos?

E foi formado o seguinte “ranking”:

  1. São Nikolai, o Milagroso (48%)
  2. Matrona de Moscou (39%)
  3. Serafim de Sarov (18%)
  4. Mãe de Deus / Virgem Maria (14%)
  5. Sergio de Radonezh (11%)
  6. Jesus Cristo (10%)
  7. etc.

Para os russos este “ranking” é bastante natural. 

São Nikolai é nosso Papai Noel, também chamado no período do Ano Novo de Vovô Frio ou Vovô Gelo. Ele era considerado na época do Império dos Romanov um “Deus dos muzhiks (camponeses de gleba)”, produto do sincretismo entre a religião ortodoxa e as crenças pagãs. Segundo uma lenda popular, ele até deveria virar o Deus, mas recusou.

Santa Matrona, iluminando a Stalin

Matrona de Moscou é uma santa quase contemporânea (morreu em 1952), sua imagem popularmente está associada com Stalin: segundo um apócrifo popular, ela teve um encontro com Stalin durante a Batalha de Moscou e sugeriu ao comandante em chefe sobrevoar Moscou 7 vezes com o ícone de Nossa Senhora do Rio Don, e assim os russos ganharam a guerra contra toda a Europa Fascista. Muito fácil, né? Ao mesmo tempo, é certo que na véspera da 2GM o governo soviético prestou muita atenção à Igreja (separada do Estado depois da Revolução) e até começou a financiá-la para mobilizar toda a sociedade russa, incluindo a direita e a parte obscurantista da povoação.

Serafim de Sarov

Serafim de Sarov tem sido muito promovido ultimamente pelo oficialismo com ajuda da ideia de que ele possa ter inspirado o projeto atômico na URSS. Além disso, ele foi canonizado por Nikolai II e tem a ver com o mito “daquela Rússia que tínhamos perdido”. O santo atuava na área, onde mais tarde ficou uma cidade fechada dos cientistas e militares soviéticos feita para desenhar a bomba atômica. É lógico que este santo atualmente ganha a popularidade mediante apoio das Forças Armadas e da Agência de Energia Nuclear. Ambas instituições ainda não são privatizadas e continuam sendo os elementos mais modernos da Rússia. Serafim de Sarov se tornou a capa da ideologia da “ortodoxia atômica”.

Apesar da proibição de qualquer ideologia na Rússia pela Constituição pós-soviética, a Igreja Ortodoxa Russa e as demais fés tradicionais (Islã e Budismo) de fato têm todo o apoio do Governo para preencher o vazio ideológico com a ecléctica direitista. Mas vemos como Matrona de Moscou e Serafim de Sarov estão trazendo de contrabando o pacote soviético à consciência dos russos: o culto de Stalin (Estado forte e igualitário) e das altas tecnologias.

O perigo é que se tirarmos do “Stalin” os elementos pró-sociais, ficaremos com um “Pinochet”. E se deixarmos as altas tecnologias só com os ícones e as velas, receberemos “Cargo Cult”¨: os foguetes com motores a vapor de água benta.

Também pode parecer estranho que Jesus Cristo não esteja no Top 5 do ranking. Já Dostoiévski começou a questionar o lugar de Cristo nas igrejas oficiais (Lenda do Grande Inquisidor). Mas isso tem uma gênese mais profunda: nas igrejas ortodoxas russas o tema da Paixão de Cristo foi acentuado pela influência ocidental e só ao final do século XVII (quando a fila com estes ícones foi colocada no top do icionstacio, coroado desde aquel então com crucifixão). Também pode ser porque a natureza humana de Jesus não foi levada a sério pelo pensamento religioso na Rússia (apesar do conservadorismo ortodoxo, que acha que o Espírito Santo parte só do Deus Pai e não do Deus Filho). Por consecuencia, Jesus não é visto como um homem, senão como um Deus ou um avatar de Deus. Por isso, os inquiridos pensando em santos, não pensam em Jesus, que para eles é mais do conceito da Trindade e está acima de todos os santos.

É curiosa também a opinião popular sobre Jesus ouvida pelo escritor Mikhail Príshvin durante a Guerra Civil russa do início do século XX:

– Ele foi solteiro, sem filhos e não trabalhou, não é um exemplo para gente, nossa vida passa mais nos dias úteis, quando Ele tinha só festas. Seu caminho de salvação é impossível para gente.

– E vivem sem ser salvados?

– Grande maioria da gente não precisa disso: se dá pão – diremos: Graças a Deus! Não dá pão – há de aguentar. E vocês /os intelectuais/ não podem aguentar, se lhes tocou a dificuldade – vocês em seguida ligam para Cristo: isso é sua debilidade e o engano de orgulho, porque vocês não querem trabalhar, só querem andar, ensinar, sonhar…

Deve ser que por isso para um muzhik russo sejam mais importantes os milagros do Vovô Frio (São Nikolai, o Milagroso), que a filosofia de Jesus, revolucionária no fundo, mas escurecida pelos séculos da corrupção da Igreja.

Leia mas:

Ecléctica do putinismo na religião

Irgeja Ortodoxa Russa no Exterior

O povo russo é um povo porta-Deus?

Igreja Ortodoxa Russa vs Revolução


“Escola da vida. Memórias das crianças do cerco de Leningrado”

Meu exemplar do livro tem uma queimadura no bloco das páginas, onde as tocamos com os dedos para folhear. Pensei que este livro foi desenhado de tal jeito a propósito, mas não, o livro realmente sofreu uma queimadura. Encontrei este livro num bookcrossing.

Há muitas memórias da Grande Guerra Patriótica. “A guerra não tem rosto de mulher”, uma coleção das entrevistas das mulheres (este livro de S.Alexievich foi escrito antes da degradação intelectual da autora). Há memórias das crianças da Bielorrússia, onde havia campos de concentração para as crianças – os nazistas lhes tiravam o sangue para fazer transfusões a seus soldados.

Então agora acabo de ler as memórias das crianças, que viveram o cerco a Leningrado.

Apagão total.

Comida baseada na cola de madeira estava uma delícia. Igual ao “сafé da terra”, ou seja da terra encharcada com algo de açúcar e cinzas, resultado do bombardeio consciente dos nazistas dos Armazéns Badáievskie. 

Não funcionam aquedutos, nem tubulações para os esgotos. Dejetos humanos estão nos patamares de escadas, nas ruas.

Os fogões improvisados são usados só para aquecer a “comida”, queimando livros e móveis. Não há calefação, não há janelas de vidro e faz frio de menos 40 graus.

Cadáveres congelados dos pais nas camas junto aos órfãos, que ainda estão vivos.

Cadáveres dos vizinhos nas ruas com as bochechas cortadas.

Os gatos comendo outros gatos.

O escritor infantil Daniil Harms de origem alemão corre pela cidade, gritando que pronto ele vai junto com os nazistas matar aos soviéticos das metralhadoras. E ele não foi condenado a pena da morte, senão colocado num manicômio (hoje este homem está “canonizado” como um “dissidente”, ele foi um autor talentoso, eu li quase toda sua obra e gostei muito sem saber nada de sua biografia real, ele morreu de fome, mas sua mulher fugiu da URSS com os nazistas e acabou na Venezuela).

A vida está subordinada à guerra, os cidadãos estão classificados e alimentados segundo sua utilidade à Vitória e à sobrevivência do povo soviético. As mães jovens na evacuação trocam o sexo por uma lata: com uma só lata miserável elas podem alimentar suas crianças durante umas semanas.

Surgem o mercado negro, o banditismo, o fraude com os cartões de comida. A sociedade ainda é ex-camponesa, ou seja bastante cruel, se levanta o cinismo, acondicionado pelos resíduos da Guerra Civil (a Guerra Civil se acabou só uns 15 anos atrás!).

A vida humana e a dignidade se mantém exclusivamente graças ao Estado Soviético e ao Partido Comunista (fundamental para a Sociedade Civil daquele tempo) com seus disciplina de ferro e auto-sacrifício. Se organiza a distribuição daquele minimum do comestível que havia, trabalham os hospitais, se mantém a limpeza da cidade, se realiza o enterro dos mortos nas fossas comuns (registrando os sobrenomes). A educação das crianças se continua nos abrigos antiaéreos, até as festas infantis são organizadas! (claro, que ninguém dançava por não ter forças, só aguardavam algo para comer, mas ninguém comia, tudo foi levado à casa para compartilhar com a família). Super importante foi a animação com ajuda da rádio, onde trabalhavam os melhores poetas e músicos… E tudo isso foi secundário, porque em primeiro plano estava a defesa e a causa militar. Se Leningrado fosse cedida, sua população seguramente seria assassinada (os nazistas não planejaram trazer a comida para os russos, que sorpresa!), mas também caeira todo o frente de Murmansk (se perderia a comunicação com os aliados pelo Mar de Barents!), seria liquidada a indústria de Leningrado, a Armada no Báltico, e seguramente caeria Moscou, cuja povoação também seria assassinada pelos nazistas.

Lendo os livros deste tipo os leitores podem se surpreender, como é que os russos não mataram todos os alemães e seus puxa-sacos (quase toda a Europa colaborou com muito prazer e sem resistência relevante)? Isso foi outra proeza da URSS, um dos pontos mais altos na história da civilização.

Visitando São Petersburgo e ouvindo as falácias dos guias locais, que costumam elogiar o tempo do pesadelo dos Romanov, lembrem, por favor, da façanha de Leningrado, dos bombardeios “humanitários” europeus, da fome, do crime sem precedente da lesa humanidade, que cometeram o povo alemão e Europa Fascista. E os EUA também! Os EUA que poderiam salvar a situação, se entrassem na guerra não no final, senão no início (hoje os EUA gostam de capitalizar a memória da guerra, fazendo filmes sobre os judeus na 2GM, mas eles poderiam salvar pelo menos estes judeus – os americanos não fizeram quase nada para isso, sem falar dos interesses estritamente lucrativos que tiveram muitas elites americanas com os nazistas alemães).

Lembrem também, que todo o centro histórico de São Petersburgo é uma restauração soviética de Leningrado.

Um dos monumentos culturais mais belos da Resistência da Cidade de Lenin é o metrônomo de alarme antiaéreo, que pode ser ouvido nas certas ruas até hoje.


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Un humilde resumen de la política interna rusa en el año 2019

El precio de la Iluminación navideña en Moscú equivale al presupuesto anual de una ciudad rusa tipo Ulyanovsk (630 mil habitantes), Barnaul (630 mil habitantes), etc

En 2019 en general se han prolongado las inercias de los años de las vacas gordas (gracias al dinero, reservado por no desarrollar el país durante la alta coyuntura petrolera). Al mismo tiempo la hipertrofia grotesca de Moscú provocó una crisis de la sobreproducción de basura y de tal manera se agravó el conflicto con las regiones. Son problemas muy europeas, no? Italia vive algo semejante… Los temas de eco-activismo, reciclaje, etc. se sumaron al tema del urbanismo y así los poderes están felices por desviar el público de la cuestión clave: donde está el dinero?

El golpe más fuerte para la legitimidad del grupo gobernante sigue siendo la reforma de las pensiones. También es una tendencia occidental del desmontaje del estado de bienestar. Solo en Rusia es más serio, porque aquí la esperanza de vida cayó y la subida de la edad de jubilación significó la liquidación de las pensiones para la mitad de la población.

El gobierno también comenzó a reducir el número de los funcionarios, aunque la burocracia regional podría ser un soporte importante del país en el caso del caos en el centro. Austeridad clásica.

O sea seguimos el trayecto del mundo. El fatalismo de mercado causa la inutilidad de las regiones, de las relaciones con los países-vecinos y cuestiona la existencia de una gran parte de la población. Se estima que con la sobremortalidad actual para finales del siglo XXI se quedarán unos 90 millones de los rusos, y la tercera parte de ellos ya está “desplazada” para la aglomeración de Moscú (y por supuesto, no todos moscovitas están beneficiados: la ciudad se autodestruye, su crecimiento elimina las bellezas de la provincia de Moscú. A pesar del desarrollo fenomenal de transporte, las distancias crecen y las vidas se desgastan en las horas de transporte, en las hipotecas y alquileres. 

Se está agravando el frente bielorruso (con el mismo guión, que tuvo la pérdida de Ucrania: los bielorrusos no aguantan las subidas regulares de los precios de gas y petróleo rusos, mientras la producción bielorrusa no es complementaria para Rusia, sino competidora, entonces, desde la lógica del capital nacional ruso es un absurdo subsidiar al competidor bielorruso). Se ventila la posibilidad de integrar Bielorrusia para subir la legitimidad del putinismo, es un tema navideña de los últimos 2 años. No obstante el capital nacional bielorruso tiene miedo de tal M&A, ya que le espera la desindustrialización. Atención: lo mismo vivieron los países bálticos después de integrarse a la UE. Rusia no inventa nada.

En el frente ucraniano los prorrusos de las regiones rebeldes del Donbass ganaron los pasaporte rusos (análogo de régimen sin visado, que ganaron los pro EE.UU. en las regiones, controladas por Kiev). El resultado de su lucha ha sido una posibilidad de migrar para Moscú, comprar una hipoteca y desgastar su vida en el tráfico moscovita. Sin embargo es por lo menos algo, que por fin justificó su resistencia contra Kiev durante 5 años. Buen avanzo.

En 2019 Rusia se ha conectado con la península de Crimea mediante un puente ferroviario sobre el estrecho de Kerch (obra hecha con el dinero ruso). En el Oriente Extremo Rusia se ha conectado con China por un puente sobre el río Amur para el transporte automovilístico de carga (obra hecha con el dinero chino).

Rusia siguió manifestando su soberanía en Arctica (aparecen las nuevas fábricas de la liquidación de gas norteño). La modernización militar proseguible, como siempre en Rusia, es el argumento más importante de la utilidad del grupo gobernante, aunque los escépticos están preocupados que las bravatas militares son más bravatas que las militares.

El año 2019 no fue marcado con las trageidas de la escala nacional, sin hablar de las explosiones de gas, accidentes de tráfico, mass shootings en los colegios – las cosas que son regulares para cualqueir país occidental. Este argumento es importante para los servicios especiales que lo tienen como su mérito, justificando así sus privilegios.


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Maratonas russas (de inverno)

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Você adora o maraturismo?

Gosta de combinar os passeios e as corridas?

A Rússia está em boa forma para isso!

Hoje vamos falar do maraturismo de Inverno!

Kizhi Ski x-Race

Esta maratona deve ser uma das mais exóticas – corrida em esqui de fundo pelo lago Onezhskoe, que no inverno transforma-se um deserto de neve. Os organizadores levam os maraturistas para a ilha Kizhi em colchões de ar e sua tarefa será simplesmente voltar para a beira do lago na cidade Petrozavodsk em esqui. A distância é de 60 km. Os colchões de ar sempre acompanham a corrida (roupa quente, alimentação, ajuda médica, etc.).

A ilha Kizhi é famosa mundialmente pela igreja de madeira da Transfiguração de Cristo. Próximo fica o parque de montanhas Ruskeala (com uma pedreira de mármore, atualmente cheia de água). Relativamente perto se encontram os mosteiros importantes como Solovetsky e Valaamsky. O Solovetsky por um lado é símbolo da colonização russa do Norte, por outro lado ele sempre foi rebelde contra a política escravizadora dos czares. Na época da URSS lá ficava um campo de concentração para os perdedores da guerra civil russa (se eles ganhassem, a Rússia, igual à China do início do século XX se tornaria um espaço, partilhado pelas administrações estrangeiras).

É curioso que nesta região da Europa do Norte (Karelia) fossem descobertas as imagens mais antigas dos esquiadores (petróglifos de Zalavruga, há 8 mil anos). Todo indica que a Karelia num futuro próximo seja uma mecca dos esquiadores!

A capital de Karelia russa é Petrozavodsk (literalmente “fábrica de Pedro”, porque a cidade foi fundada por Pedro, o Grande, em 1703 para produzir canhões).

Lugar: Petrozavodsk

Data: 13 e 14 de março de 2020

https://kareliasportfest.ru/kizhi-ski-xrace/

A Rússia oferece muitas maratonas de esqui:

Nikolov Perevoz (perto de Moscou, 18.01.2020)

Diómino (350 km de Moscou, perto de Yaroslavl, uma das capitais da rota icônica Anel de Ouro, 29.02-01.03.2020)

Europa-Asia (perto de Ekaterimburgo, 07.03.2020)

BAM Angara (perto de Irkutsk – ou seja perto do Lago Baikal! – 23.03.2020)

etc. (consulte https://russialoppet.ru/)

A Estrada da Vida

E se você não está familiarizado com esqui, você pode simplesmente fazer uma maratona clássica (42,195 km) …só de inverno.

A Estrada da Vida é uma maratona, que celebra cada aniversário da derrota dos fascistas em Leningrado. O nome “Estrada da Vida” memoriza a rota heróica, que usaram os soviéticos para suministrar e alimentar a cidade de Lenin, bloqueada pelos soldados de Hitler (nazistas alemães, fascistas italianos, finlandeses, espanhóis, organizados por seus estados, e também os voluntários fascistas de todos os demais países europeus).

Lugar: São Petersburgo (outrora Leningrado)

Data: 26.01.2020

http://wnmarathon.ru/doraga-zisny


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Iván el Severo: Stalin o Pinochet de la Edad Media rusa?

autor Vasiliy Selivánov

En Alexandrovsk inauguraron un monumento a Ivan el Severo, el zar ruso más conocido y tradicionalmente satanizado por los liberales (mediante los cuadros, películas, textos). Alexandrovsk es una ciudad provinciana cerca de Moscú, donde se encontraba la residencia de Iván el Severo, cuando por el conflicto con las élites el zar demostrativamente abandonó Moscú. En Alexandrovsk el zar estaba a punto de fundar su propia orden, baseada en su policía secreta – oprichniki. Antes fue inaugurado otro monumento a Ivan el Severo en Oriol, ciudad fundada por el zar.

El zar este, igual que Nikolai II, Lenin o Stalin, es un “punto caliente” en el mapa del imaginario ruso. De vez en cuando los aficionados de Iván IV hasta tratan de destruir el cuadro famoso “Ivan el Severo, asesinando a su hijo Iván”. Igual que el gobierno ruso de la época del cuadro estos fanáticos quieren decir, que el cuadro es pura fantasía y calumnia*. Recordemos que el cuadro fue arrestado por el gobierno. Es que el pintor Ilya Repin presentó este cuadro unos años después del atentado contra el zar Alexander II y en aquel contexto histórico el mensaje de su cuadro fantástico era bastante claro: “Sí, nosotros matamos al zar, pero los zares locos nos están masacrando desde Iván el Severo”! A propósito, el artista fue oportunista y también hizo varios cuadros, glorificando a los zares. Pero claro, que este cuadro fue el mejor (tanta sangre, que la gente se desmayaba delante aquel cuadro – todavía no había televisión, ni internet y la pintura impactaba más que hoy!).

este cuadro-fantasia de Repin ya vivió 2 atentados

Lo importante es que Iván IV genera una fuerte polarización entre los estadistas, patriotas y los liberales, occidentalistas.

Viendo desde fuera la confusión es mayor todavía! Es que en la lengua rusa el apodo del zar Iván IV no tiene nada que ver con el terror, ni tiene connotación negativa. Los rusos no decimos “El Terrible”, sino El Temible, El de la Tormenta, El Severo – Groznyy (como la capital de Chechenia). Por una de las versiones el zar tomó este apodo del sultán turco Selim I el Severo, ya que el grupo gobernante ruso en este tiempo se orientaba al éxito de la meritocracia turca. Además Iván IV el Severo no fue el primer líder ruso con este apodo, su abuelo Ivan III también fue apodado así (este gran príncipe de Moscú coincidió con Selim I el Severo turco en el tiempo). Iván IV, igual que su abuelo, ambos fueron apodados de Temibles/Severos, etc. por la misma causa – integración de los principados feudales en un solo estado (en el caso de Nóvgorod mediante las represalias y misiones punitivas). 

Además Iván IV se proclamó como el primer zar de Rusia (o sea césar, emperador), fundó el primer ejército regular, hizo Rusia crecer 40 veces (integración de Kazan, Astrakan y Siberia!). Fue un centralista demócrata: dio mucha movilidad social a las élites humildes, al mismo tiempo purgando las élites más ricas. La representación de su tiempo en el arte es la Catedral de San Basilio, el símbolo clave de Rusia (y por supuesto, las bobadas de que el zar sicópata cegara a los arquitectos, son importadas de India, donde se supone que aconteció lo mismo con los arquitectos de Taj Mahal, así que luego el mem fue replicado en la historia de varios países).

Iván IV fue un hombre de su tiempo. No obstante bajo su gobierno fueron sometidas a las represalias 20 veces menos personas que bajo el gobierno de Enrique VIII en Inglaterra (cercamientos y expulsión de los campesinos de sus tierras, su ahorcamiento en masa por vagabundear). Ya comenzaron las guerras religiosas en Europa, cuando en una sola noche de San Bartolomé en París se organizó una matanza en comparación con la cual todo el gobierno de Iván IV parece un juego de niños.

I.Wallerstein considera el gobierno de Ivan el Severo como “…la primera revolución desde arriba conocida en la historia de Rusia, la transición a mediados del siglo XVI de una laxa confederación feudal a una autocracia centralizada, apoyada en el nuevo ejército permanente de la caballería dvoriane [noble] y la infantería de los mosqueteros streltsy [tiradores]. Rusia emergió así en las primeras filas de los tempranos imperios de la pólvora, con una organización similar a la de su no reconocido hermanastro heredero del imperio bizantino, la Turquía otomana”.

un cuadro de la película de Eisenstein (música de Serguei Prokofiev)

Recomendamos mucho la película de Eisenstein/Stalin “Ivan el Terrible” (pero ustedes ya saben, que es más correcto decir: Iván el Temible o Iván el Severo) en 2 partes, filmada durante la Segunda Guerra Mundial (1944). “Instruyendo a los creadores de la película “Iván el Terrible”, al director Eisenstein y al protagonista del papel principal, Cherkasov, Stalin dijo: “Ioann el Temible fue muy cruel. Mostrar que él fue cruel es permisible. Pero la tarea es mostrar también porque hay que ser cruel. Uno de los errores de Iván el Temible fue que él no eliminó a 5 grandes familias feudales. Si él hubiera eliminado a esas 5 familias, no habría advenido ningún tiempo de disturbios”, – cita a Stalin el historiador, coronel de reserva Nikolái Shajmagonov. – A Iván el Temible lo llamaban el tirano, le echaron la culpa de crueldades exorbitantes, y mientras tanto Stalin, que estudiaba cuidadosamente la política del zar, sacó una conclusión, que él incluso había demostrado suavidad excesiva a las familias de boyardos, indispuestos contra él. Los había indultado y así dejó sumir a Rusia en un tiempo de disturbios, que eliminaría casi la mitad de la población de Moscovia”.

Quien apoya la recuperación de la imagen de Ivan el Severo?

Los conservadores pro URSS, como el PCFR, la izquierda alternativa al PCFR, pero igual pro Kremlin (escritor Alexandr Projánov y el politólogo Sergey Kurginyan, creador del movimiento “Esencia del Tiempo”. La derecha pro URSS, como Unión de la Juventud Eurasiana. El prohibido en Rusia Partido Nacional-Bolchevique. Para todos ellos Iván el Severo es fundador de un estado, autónomo de los intereses de la oligarquía, orientado a la expansión y modernización.

También apoyan a Iván el Severo los conservadores antisoviéticos, como el Partido Liberal-Demócrata (su líder hasta ofreció a renombrar la Avenida Lenin en Moscú en la Avenida Ivan el Severo, para que los extranjeros por el camino del aeropuerto Vnúkovo al Kremlin “sepan para donde van”).

Quien está contra la recuperación de la imagen de Ivan el Severo?

Los liberales anti soviéticos, la izquierda progre y la Iglesia Ortdoxa Rusa (por lo menos en palabras). En este sentido es muy curiosa la opinión del politólogo Boris Kagarlitsky, quien ve a Iván el Severo como a un Pinochet medieval. Boris Kagarlitsky, conocido por usar la metodología del concepto sistema-mundo, subraya, que en su política económica Ivan el Severo era ultra liberal, quien abrió el mercado de Rusia por completo a los ingleses: Muscovy Trading Company fue la primera compañía transnacional en la historia de la humanidad, prototipo de East India Company! El terror político de Iván el Severo en el fondo tuvo motivos económicos y fue recomendado por los ingleses, que en su tierra practicaban el mismo terror (revolución anticlerical, acercamientos). Ivan el Severo fomentó la construcción de la flota inglesa y el triunfo de la hegemonía británica. Cuando Iván el Severo se murió, uno de sus opositores dijo: “se murió su zar inglés!”. Así que se puede decir que Iván el Severo no fue tanto Stalin de los conservadores pro URSS, como un Pinochet, ídolo de los anti soviéticos!

*En realidad el hijo de zar murió una semana después del conflicto con su padre, entonces no se puede decir que Iván IV lo mató, además el hijo murió por una lesión que hoy día se curaría fácilmente.


Moscú Sin Gluten

Cada dia Moscú está más “europeo” (en el buen sentido de la palabra). Hoy cociné la papilla de sémola y en la etiqueta leí que el trigo contenía de alérgenos el gluten. Fijé en eso, porque una cliente mía está preocupada por la cuestión de gluten en Moscú. Así que ella me envió un texto interesante al respecto, que parece un poco arrogante y obsoleto, pero puede ser útil: “Rusia sin gluten“.

Por un lado los autores escriben, que en Rusia nadie tiene idea del concepto “sin gluten”, por el otro lado ellos fijan que en las cadenas principales de supermercados siempre hay góndolas de los productos “sin gluten”:

Moscú sin gluten

San Petersburgo sin gluten

La buena noticia es que según los “singlutenologos” la mayor parte de los platos típicos rusos no llevan el gluten. Los autores ponen los platos rusos “tradicionales” entre comillas, inculcando la idea, que estos platos vienen de otros países pertenecientes a la extinta URSS, pero en la lista de los platos rusos ellos no pudieron mencionar nada “ajeno”: puros platos rusos (aunque es verdad, que en nuestra cocina cotidiana cocinamos también algunos platos georgianos, uzbecos, etc., pero siempre sabiendo que son platos de estos países, el khinkali no puede ser ruso, la palabra misma es georgiana, pero está bien, los rusos estamos acostumbrados a las impertinencias de los extranjeros acomplejados).

Sopas, ensaladas y pescado han sido la base de la cocina del campesinado ruso y probablemente nuestra alta “singlutenización” está causada por la política de los Romanov, que simplemente exportaban todo el trigo al extranjero (el trigo fue su café y banana). Así que vivan los borsch, schi, ujá, ensaladas, pescado, caviar y trigo sarraceno (los rusos lo llamamos el “trigo griego”/”grechka”, es un trigo básico de los rusos, la subida de su precio puede provocar una revolución, es super saludable y en Europa se vende solo en las tiendas orgánicas más TOP)!

Leer más:

Slow Food Russo


Los rusos viendo la serie “Chernobyl”

Bandera Roja sobre el Reichstag de Chernobyl

Yo vi la primera serie. Sin dudas es un placer estético: todo lo soviético es genial – uniformes, ropa, carros, peinados… La URSS fue otra civilización con su propia estética muy relevante. La gente soviética está mostrada de una manera heróica: todos entienden todo y actúan de la manera más altruista (los rusos de hoy ya no son capaces para eso: la calidad humana bajó mucho en función de la degradación de las elites).

Todos los servicios estatales en la serie funcionan como un reloj. Hoy se queman los bosques, los clubes nocturnos y los shoppings y eso parece una rutina (156 muertos en el club “Caballo cojo”; 60 muertos, de ellos 37 niños, se quemaron vivos en el incendio del shopping “Cereza de invierno”). No hay bomberos suficientes para apagar estos incendios y luego no hay investigación adecuada para encontrar a los culpables (incluso a los culpables los pueden galandronar por su “caridad”)… Los espectadores rusos de la “Chernobyl” fijan en todo eso y tienen mucho en qué pensar.

Los liquidadores de la catástrofe según la serie salvaron no solo la URSS, sino Europa también. La bandera roja enarbolada sobre el reactor parece la bandera de la URSS subida por los soviéticos sobre el Reichstag, – dice el politogolo Boris Kagarlitskiy. En el cine putinista los gestos pro soviéticos de tal envergadura son imposibles. Es un motivo constante de las reseñas rusas – en Rusia de Putin tales películas son impensables. Llegamos a tal bajeza que la clásica rusa (Tolstoi), la historia soviética (Chernobyl), los temas soviéticos, como el cosmos, hoy son más estimados en Occidente.

Los directores putinistas también tratan de filmar algo heróico, incluso con la misma lógica de HBO (“la gente era buena, pero el sistema era fatal”), pero siempre les sale una porqueria irrentable y asquerosa (con eso el cine putinista más rusofóbico como regla está financiado por el estado).

También es curioso que tanto para los patriotas como para los liberales la serie “Chernobyl” parezca un mockumentary.

La línea central de la serie es una mentira. El “profesor Legasov” (se suicida al inicio de la serie) nunca fue silenciado en la URSS, Valeriy Legasov presentaba su análisis de la catástrofe al nivel del Organismo Internacional de Energía Atómica (OIEA), tuvo todo el apoyo de Politburó, – escribe la revista de hipsters “Snob”, portavoz de la oligarquia rusa. – Su informe ante el OIEA fue el triunfo de su vida. Publicaba sus críticas en las revistas y periodicos oficiales “Comunista”, “Pravda”, etc. Su depresión clínica y el suicidio son más explicables por el conflicto con los colegas, constructores de los reactores (no con el estado!), también por las causas de la salud. Atención: V.Legasov tuvo 2 intentos de suicidio, después del 1er intento fue tratado, el 2do intento lamentablemente tuvo “éxito”.

La idea clave de la serie es que los soviéticos quieran esconder la tragedia. Es ridículo. En 24 hrs fueron organizados miles de buses para evacuar una ciudad completa, como se podía esconder eso?! – se sorprenden en masa los liquidadores de la catastrofe.

En ruso para decir “mariconada” (perdón!) decimos “kliúkva”. Kliúkva es una baya roja del Norte, acida, la usamos para hacer refrescos de verano. Es una baya muy pequeña. Un publicista ruso del siglo XIX, burlándose de los estereotipos franceses, escribió una parodia de un reportaje típico sobre Moscú: como un francés “descansó aquí en la sombra de una kliúkva ramosa”. Lo que es imposible, porque es una baya del tamaño de guisante. KGB, balalaika, AK-47, osos – todo eso es “kliúkva”.

La serie “Chernobyl” es una “kliukva” de 99% (el helicóptero sí, cayó, pero no al inicio de la liquidación, sino 5 meses más tarde, el 2 de octubre). Los soldados andan por todas partes, donde ellos no hacen falta, KGB es omnipresente (aunque los disidentes de la época de Gorbachov se ríen a carcajadas, porque la KGB ya trabajó de otra manera, eso fue plena Perestroika, – como lo nota el mismo Boris Kagarlitskiy, disidente con la experiencia carcelaria de la Perestroika). Los mineros-nudistas, los funcionarios y cientificos vestidos de smoking, observando el incendio desde los techos, los soldados, escoltando a cada ciudadano de la URSS, mares de vodka. KLIÚKVA.

En resumen concluimos que la serie no esta solo contra la URSS (los espectadores de HBO se vuelven solcialistas, votan por Bernie Sanders y comienzan a sospechar que la URSS era genial), como tambien la serie esta contra la industria atómica (talvez que por eso la gente soviética no fuera tan satanizada por HBO, incluso el sistema soviético parece mas o menos normal – con sus defectos como en cualquier país. El mensaje de la serie es que la gente es buena, el sistema es malo y la industria atómica es diabolica!). HBO quiere un mundo de “El Juego de los Tronos”, una nueva edad media – gobiernos de oligarquia, plebes privadas de la propiedad y del poder, molines de viento y burros.

Además la compañia rusa ROSATOM es el último refugio del intelecto en Rusia descerebrada por los gobiernos de Yéltsin y Putin. La ROSATOM no fue privatizada y guardó sus competencias más altas en el mundo. Y como las materias primas se están acabando, mientras la energia verde cada vez es más cuestionable, seguirá creciendo el interés por la energia atómica. Es muy probable que uno de los objetivos principales de la serie de HBO sea el futuro atómico del mundo y el miedo de la competición con la ROSATOM.

No se les ocurrió a los “autores” a filmar una serie sobre la catástrofe en Three Mile island o en Fukushima. Sin hablar de Bhopal*. Eligieron el tema de Chernobyl, porque Rusia tiene la ROSATOM y porque Rusia y su pasado heroico de la URSS estan de moda, como nunca!

Lea más: Chernobyl como un brand.

Ver críticas de los liquidadores reales de la catástrofe (en resumen: cada segundo de la serie es una mentira, todo era mucho mas serio y más inteligente): https://www.youtube.com/watch?v=DwM2xdVzn6Y

*150-600 mil muertos en Bhopal vs 4 mil muertos en Chernobyl. Por supuesto nadie sabe nada de Bhopal, donde la gerencia de la empresa estadounidense Union Carbide demostró la irresponsabilidad clásica del primer mundo. No hubo evacuación organizada, ni ayuda médica de urgencia, ni condolencias, ni disculpas. La relación estadounidense fue infrahumana, los pobres indios morían en sus favelas como moscas (3 mil personas se murieron en un momento, 150-600 mil más tarde, en Chernobyl – 4 mil personas se murieron en total según los datos de la Organización Mundial de Salud para el año 2004). Es importante que en Chernobyl se trataba de las tecnologías más altas, de un desafío para toda la humanidad, cuando en Bhopal todo fue primitivo, claro y por eso no hay justificación ninguna. El gobierno soviético respecto a Chernobyl fue transparente, evacuación fue rápida, la liquidación fue realizada por el voluntariado de toda la URSS. Había crowdfunding popular para superar la tragedia. Los liquidadores del desastre en Chernobyl fueron heroizados y recibieron los privilegios y las pensiones especiales. Lo que nunca seria posible en los EE.UU. o en Inlgaterra.


Crítica Pippiana pro Argentina

Pippi Mediaslargas (serie sueca, 1969)

“No sabéis lo bien que se está en los colegios argentinos —dijo Pippi con aire de superioridad a los niños que la rodeaba.— Me gustaría que los vierais. Allí empiezan las vacaciones de Pascua tres días después de terminarse las vacaciones de Navidad, y acaban exactamente antes de empezar las vacaciones de verano. Y estas vacaciones terminan el primer día de noviembre. Cierto que esto es un poco fastidioso, pues las vacaciones de Navidad no empiezan hasta el once de noviembre, pero no se pasa del todo mal, porque no hay lecciones. Las lecciones están completamente prohibidas en Argentina. De vez en cuando sucede que algún niño argentino se esconde en un armario y se pone a leer; pero ¡pobre de él si su madre lo descubre! En aquellos colegios no se estudia nada de matemáticas, y si algún niño sabe cuántos son siete y cinco y es tan tonto que se lo dice al profesor, se pasa el día castigado en un rincón. Solo los viernes hay lectura, y eso suponiendo que se encuentre en la clase algún libro, cosa que nunca ocurre.

—Bueno, pero ¿qué se hace, entonces, en los colegios argentinos? — preguntó un niño.
—Pues comer dulces —contestó Pippi sin pestañear—. Hay un tubo muy largo que va directamente a la escuela desde la fábrica de dulces más próxima. Como la fabricación es continua, los niños se pasan el día entero comiendo dulces.
—Y ¿qué es lo que hace el profesor? —preguntó una niña.
—Pues quitar los papeles a los dulces, tonta. ¿Qué creías, que los quitaban los alumnos? Si ni siquiera van al colegio: mandan a sus hermanos.

Y Pippi saludó con su gran sombrero”.

Extraido de “Pippi Mediaslargas”, Astrid Lindgren.

Astrid Lindgren, autora de Pippi y Karlsson, icnoizados en Rusia

El pueblo argentino es mi gran aliado, tengo contactos con los clubes históricos de Argentina, como Eternautas, que me traen a los turistas, interesados en la historia rusa y no solo en mamushkas. La Taringa! me ha robado varios textos para aumentar su tráfico (sin mencionar mi nombre, por supuesto, pero a juzgar por centenares de los comentarios, mis textos sirven para algo). Tengo muchos amigos en Argentina.

Pero a veces hay clientes, que ni en 2 meses consiguen pagar el adelanto para que yo les compre las entradas al Kremlin con anticipación. Otros me han engañado por 50 dólares, etc. Son aquellos casos, cuando me acuerdo del informe “acerca de la educación argentina” de Pippi Mediaslargas)))


Slow Food Russo

Alguns países têm associações gastronómicas fortes: pizza é italiana, sushi é japonês, etc. Até certas nações podem ser xingadas com termos pejorativos culinários: os franceses de “frogs”, por exemplo (pelos ingleses y por todo o mundo) e os russos sempre são “cegos de vodka” [1]. Claro que essas associações “de barriga” são de burla, devem ser as últimas na lista (são associações de padrão baixo). Ao mesmo tempo o próprio fato de projetar sua tradição gastronômica no imaginário mundial é uma característica do protagonismo histórico. É curioso também que países hegemônicos como Inglaterra e EU de Norteamérica não tenham boa fama de suas cozinhas.

E a Rússia, que no seu ápice controlava quase meio mundo? A Rússia tem uma das cozinhas mais ricas na Galáxia. Vamos apresentá-la!

Antes de tudo a cozinha russa é um “slow food”. As lareiras dos russos são muito grandes e pesadas (sempre com seu próprio fundamento), porque são vitais para a sobrevivência no país mais frio do mundo. Durante o inverno as lareiras aqui estão em função 24 horas (primeiro o tijolo absorve o calor de fogo, e logo o retorna, as temperaturas dentro da lareira variam de 300 a 60 graus) e como a lareira depois de consumir suficiente lenha continua trabalhando muitas horas no regime do “slow fire”, é oportuno cozinhar algo devagar em potes. Dahí vem o “slow food” russo [2]. A lareira russa é para refogar, gratinar, secar. Nunca no fogo aberto, ou seja é um processo muito sano: a comida sai delicada, suculenta, com todos os elementos conservados.

Os ingredientes para mingaus, sopas, guisados e pastelões russos são florestas, rios e campos da Rússia. As florestas dão cogumelos, carne de caça (também frutinhas, mel e ervas), os rios dão peixe (os russos antigamente comiam mais peixe que carne) e os campos dão grãos e raízes alimentícios.

Liev Tolstói, o vegetariano mais famoso da Rússia

Sopas de beterraba, borsch, e de repolho, schi (vegetarianas ou com carne), mingau de trigo mourisco, conhecido no Brasil, como sarraceno (vegetariano ou com carne) [3], carne com batata e cogumelos em caldeirão – estas são as comidas tradicionais do “slow food” russo.

Pese que o cardápio russo seja tão diversificado, como a Rússia mesma (cada uma das 85 regiões da atual Rússia atual tem seus pratos típicos ou seu sotaque para fazer os pratos nacionais), a cozinha russa tem certos elementos fundamentais, dos quais os russos ficam com saudade quando vão ao exterior: entre eles o pão preto (de trigo de centeio), o “salo”, toucinho do dorso do porco, curado em salmoura, o trigo sarraceno, o arenque salgado e os produtos lácteos russos, cuja variedade é infinita.

Molokó (leite em russo) expulsando “Coca-Cola”

Uma explicação da variedade láctea são as distâncias russas, que tomam difícil conservar a leite fresco. Ao mesmo tempo alguns peritos opinam, que a instabilidade permanente da vida russa não deixou o nosso povo desenvolver a variedade de queijos. Dos lácteos podemos mencionar aqui “smetana”, uma espécie de creme de leite, só mais azedo, saudável e rico [4], “ryázhenka”, um iogurte, fermentado do leite cozido, “kefir”, um leite fermentado de um jeito muito especial do Cáucaso russo [5] e tvorog, uma espécie de queijo quark, que em alguns países como a Itália, Argentina, Paraguay e Uruguay tem um produto semelhante etiquetado de Ricotta.

uma familia russa fazendo os “pelmeni”

Alguns produtos se integravam à cozinha russa mediante o fatum geopolítico da Rússia. Assim os mongóis trouxeram a Rússia no século XIII os “pelmeni”, os trouxeram da China [6]. Os pelmeni sempre são de carne (até da carne do urso) ou de peixe. Quando os varenikes podem ser de batata, repolho, ou até podem ser doces – de tvorog. Por certo na Itália os pelmeni são conhecidos como ravioli (estes ravioli, igual que a pasta famosa foram trazidos por Marco Polo da China mesma, onde Marco Polo trabalhou para os mongóis, donos da China nos séculos XIII-XVI). O prato mais famoso do Cáucaso é shashlyk, espetinho de carne, assada no fogo depois de certa têmpera. O shashlyk nos anos 1970 se tornou tão popular que quase substituiu a atração russa de pescar e fazer no fogo a sopa de peixe. Do Cáucaso veio também o kefir, do qual falamos acima. Sua história é romântica. Uma especialista russa da indústria alimentícia Irina Sájarova foi enviada numa missão especial ao Cáucaso para descobrir o segredo do kefir. Bekmurzá Baichorov, um príncipe da Kabardá, se apaixonou por ela e a sequestrou, mas foi apresado pela polícia. Irina Sájarova perdoou seu crime, pedindo como recompensa 5 kilos dos “grãos de Maomé”, os microrganismos simbióticos necessários para produzir o kefir. Assim, o kefir primeiro se comercializou ao início do século XX …nas farmácias como um remédio para as doenças do tubo digestivo, mas logo se tornou popular (é comum para quitar a ressaca). Da Ásia Central veio o plov/pilaf, um arroz especial, cozido em zirvak, um líquido que se prepara num caldeirão especial, onde 1) fritamos cebola na gordura de cordeiro, 2) logo fritamos lá carne, 3) acima pomos a cenoura, cortada de palitos longos, 4) preenchemos tudo com água, 5) fervemos tudo com alho e especiarias uns 40 minutos, 6) depois da magia de várias horas cozinhamos lá um arroz especial durante uns 10 minutos.

A elite russa com frequência padece o ocidentalismo, assim as modas da culinária europeia todas depois de ser aperfeiçoadas estão presentes na cozinha russa. Basta com dizer que a “salada russa” na Rússia é conhecida como “Olivié” pelo sobrenome de um chef francês, quem desenhou esse prato para seu restaurante em Moscou. Ou seja para os russos esta salada soa francês. E é verdade que segundo as pesquisas da opinião pública o olivié se considera um dos pratos mais queridos pelos russos, associado com a festa do Ano Novo, produto duma ecléctica típica para a cultura dos russos.

O fator climático dividiu o ano culinário russo nas temporadas: o inverno é tempo das verduras e frutinhas conservadas (mediante sua fermentação, salmoura, cozimento). Fermentam o repolho, salmouram tomates, pepinos, cogumelos, patissones, etc., cozinham em xarope de açúcar framboesa, arandanos, maçãs, morangos (com frequência são frutinhas selvagens – das florestas) e muitas outras.

E para beber? Sem falar da vodka, nós russos bebemos muito chã (que pode ser de ervas bem diferentes), chocolate, cada vez mais café, tradicionalmente bebemos compotas [7], morses [8], kisseis [9], e até seiva de bétula! E a Coca-Cola russa se chama Kvas, um produto da fermentação de cevada só quase sem álcool [10]. De sobremesa comemos mil tipos de pasteis, crepes, tortas doces, etc., frequentemente com mel (também há mil tipos de mel) ou com frutinhas cozidas em xaropes de açúcar.

a cozinha russa não é um fast-food

Se você quer provar as comidas exóticas russas, lhe podemos sugerir os pratos, como o aspic russo, jolodets – na Rússia sempre é um caldo de carne, que se acompanha com rábano picante ou mostarda. Também é recomendável a salada baseada no arenque, que se chama literalmente arenque de baixo do abrigo de pele, é um “abrigo de pele”, formado de várias camadas de beterraba e batata cozidas e banhadas na maionese, que cobrem o arenque salgado na camisa de cebola. Tanto arenque baixo abrigo de pele, como jolodets são ideais para acompanhar vodka (que os russos bebem de um gole). Também pode ser interessante a sopa russa de verão (fria), que se chama okroshka, são pepinos, batata e ovos cozidos, verduras e carne cortadas finamente e logo preenchidos com kvas, se acompanha com smetana.

Comentarios:

  1. Até na religião, seja ortodoxa ou católica, o alcoolismo está súbdito ao pecado de Gula.
  2. A vida humana sempre foi determinada pela questão do aquecimento. A palavra “hogar” em espanhol vem da palavra latina “focus” ou seja “fogo”, assim na língua russa também a palavra casa de camponês, “izba”, vem do verbo “fazer fogo, aquecer”. Só o “focus” russo ocupava uma terceira parte de casa! Depois de um incêndio a lareira ficava em seu lugar e a vida se continuava. Por isso durante a IIGM Hitler deu uma ordem especial para destruir as lareiras russas (depois de queimar os povoados), mas a lareira russa venceu e a calavera do Hitler com um buraco de bala suicida, queimada, hoje se guarda num arquivo da FSB (outrora KGB).
  3. Trigo mourisco é conhecido também como “trigo sarraceno”, os russos o chamam “trigo griego” – se come na Rússia, Ucrânia e China, quando em Europa se vende só nas lojas eco ultra. O trigo mourisco na Rússia e Ucrânia se considera comida estratégica e a mais económica, a subida do preço de ele pode provocar uma crise social.
  4. Smetana é indispensavel para borsch, sopa de beterraba.
  5. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kefir
  6. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pelmeni
  7. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kompot
  8. https://es.m.wikipedia.org/wiki/Mors_(bebida)
  9. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kissel
  10. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kvas