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Crítica Pippiana pro Argentina

Pippi Mediaslargas (serie sueca, 1969)

“No sabéis lo bien que se está en los colegios argentinos —dijo Pippi con aire de superioridad a los niños que la rodeaba.— Me gustaría que los vierais. Allí empiezan las vacaciones de Pascua tres días después de terminarse las vacaciones de Navidad, y acaban exactamente antes de empezar las vacaciones de verano. Y estas vacaciones terminan el primer día de noviembre. Cierto que esto es un poco fastidioso, pues las vacaciones de Navidad no empiezan hasta el once de noviembre, pero no se pasa del todo mal, porque no hay lecciones. Las lecciones están completamente prohibidas en Argentina. De vez en cuando sucede que algún niño argentino se esconde en un armario y se pone a leer; pero ¡pobre de él si su madre lo descubre! En aquellos colegios no se estudia nada de matemáticas, y si algún niño sabe cuántos son siete y cinco y es tan tonto que se lo dice al profesor, se pasa el día castigado en un rincón. Solo los viernes hay lectura, y eso suponiendo que se encuentre en la clase algún libro, cosa que nunca ocurre.

—Bueno, pero ¿qué se hace, entonces, en los colegios argentinos? — preguntó un niño.
—Pues comer dulces —contestó Pippi sin pestañear—. Hay un tubo muy largo que va directamente a la escuela desde la fábrica de dulces más próxima. Como la fabricación es continua, los niños se pasan el día entero comiendo dulces.
—Y ¿qué es lo que hace el profesor? —preguntó una niña.
—Pues quitar los papeles a los dulces, tonta. ¿Qué creías, que los quitaban los alumnos? Si ni siquiera van al colegio: mandan a sus hermanos.

Y Pippi saludó con su gran sombrero”.

Extraido de “Pippi Mediaslargas”, Astrid Lindgren.

Astrid Lindgren, autora de Pippi y Karlsson, icnoizados en Rusia

El pueblo argentino es mi gran aliado, tengo contactos con los clubes históricos de Argentina, como Eternautas, que me traen a los turistas, interesados en la historia rusa y no solo en mamushkas. La Taringa! me ha robado varios textos para aumentar su tráfico (sin mencionar mi nombre, por supuesto, pero a juzgar por centenares de los comentarios, mis textos sirven para algo). Tengo muchos amigos en Argentina.

Pero a veces hay clientes, que ni en 2 meses consiguen pagar el adelanto para que yo les compre las entradas al Kremlin con anticipación. Otros me han engañado por 50 dólares, etc. Son aquellos casos, cuando me acuerdo del informe “acerca de la educación argentina” de Pippi Mediaslargas)))


Slow Food Russo

Alguns países têm associações gastronómicas fortes: pizza é italiana, sushi é japonês, etc. Até certas nações podem ser xingadas com termos pejorativos culinários: os franceses de “frogs”, por exemplo (pelos ingleses y por todo o mundo) e os russos sempre são “cegos de vodka” [1]. Claro que essas associações “de barriga” são de burla, devem ser as últimas na lista (são associações de padrão baixo). Ao mesmo tempo o próprio fato de projetar sua tradição gastronômica no imaginário mundial é uma característica do protagonismo histórico. É curioso também que países hegemônicos como Inglaterra e EU de Norteamérica não tenham boa fama de suas cozinhas.

E a Rússia, que no seu ápice controlava quase meio mundo? A Rússia tem uma das cozinhas mais ricas na Galáxia. Vamos apresentá-la!

Antes de tudo a cozinha russa é um “slow food”. As lareiras dos russos são muito grandes e pesadas (sempre com seu próprio fundamento), porque são vitais para a sobrevivência no país mais frio do mundo. Durante o inverno as lareiras aqui estão em função 24 horas (primeiro o tijolo absorve o calor de fogo, e logo o retorna, as temperaturas dentro da lareira variam de 300 a 60 graus) e como a lareira depois de consumir suficiente lenha continua trabalhando muitas horas no regime do “slow fire”, é oportuno cozinhar algo devagar em potes. Dahí vem o “slow food” russo [2]. A lareira russa é para refogar, gratinar, secar. Nunca no fogo aberto, ou seja é um processo muito sano: a comida sai delicada, suculenta, com todos os elementos conservados.

Os ingredientes para mingaus, sopas, guisados e pastelões russos são florestas, rios e campos da Rússia. As florestas dão cogumelos, carne de caça (também frutinhas, mel e ervas), os rios dão peixe (os russos antigamente comiam mais peixe que carne) e os campos dão grãos e raízes alimentícios.

Liev Tolstói, o vegetariano mais famoso da Rússia

Sopas de beterraba, borsch, e de repolho, schi (vegetarianas ou com carne), mingau de trigo mourisco, conhecido no Brasil, como sarraceno (vegetariano ou com carne) [3], carne com batata e cogumelos em caldeirão – estas são as comidas tradicionais do “slow food” russo.

Pese que o cardápio russo seja tão diversificado, como a Rússia mesma (cada uma das 85 regiões da atual Rússia atual tem seus pratos típicos ou seu sotaque para fazer os pratos nacionais), a cozinha russa tem certos elementos fundamentais, dos quais os russos ficam com saudade quando vão ao exterior: entre eles o pão preto (de trigo de centeio), o “salo”, toucinho do dorso do porco, curado em salmoura, o trigo sarraceno, o arenque salgado e os produtos lácteos russos, cuja variedade é infinita.

Molokó (leite em russo) expulsando “Coca-Cola”

Uma explicação da variedade láctea são as distâncias russas, que tomam difícil conservar a leite fresco. Ao mesmo tempo alguns peritos opinam, que a instabilidade permanente da vida russa não deixou o nosso povo desenvolver a variedade de queijos. Dos lácteos podemos mencionar aqui “smetana”, uma espécie de creme de leite, só mais azedo, saudável e rico [4], “ryázhenka”, um iogurte, fermentado do leite cozido, “kefir”, um leite fermentado de um jeito muito especial do Cáucaso russo [5] e tvorog, uma espécie de queijo quark, que em alguns países como a Itália, Argentina, Paraguay e Uruguay tem um produto semelhante etiquetado de Ricotta.

uma familia russa fazendo os “pelmeni”

Alguns produtos se integravam à cozinha russa mediante o fatum geopolítico da Rússia. Assim os mongóis trouxeram a Rússia no século XIII os “pelmeni”, os trouxeram da China [6]. Os pelmeni sempre são de carne (até da carne do urso) ou de peixe. Quando os varenikes podem ser de batata, repolho, ou até podem ser doces – de tvorog. Por certo na Itália os pelmeni são conhecidos como ravioli (estes ravioli, igual que a pasta famosa foram trazidos por Marco Polo da China mesma, onde Marco Polo trabalhou para os mongóis, donos da China nos séculos XIII-XVI). O prato mais famoso do Cáucaso é shashlyk, espetinho de carne, assada no fogo depois de certa têmpera. O shashlyk nos anos 1970 se tornou tão popular que quase substituiu a atração russa de pescar e fazer no fogo a sopa de peixe. Do Cáucaso veio também o kefir, do qual falamos acima. Sua história é romântica. Uma especialista russa da indústria alimentícia Irina Sájarova foi enviada numa missão especial ao Cáucaso para descobrir o segredo do kefir. Bekmurzá Baichorov, um príncipe da Kabardá, se apaixonou por ela e a sequestrou, mas foi apresado pela polícia. Irina Sájarova perdoou seu crime, pedindo como recompensa 5 kilos dos “grãos de Maomé”, os microrganismos simbióticos necessários para produzir o kefir. Assim, o kefir primeiro se comercializou ao início do século XX …nas farmácias como um remédio para as doenças do tubo digestivo, mas logo se tornou popular (é comum para quitar a ressaca). Da Ásia Central veio o plov/pilaf, um arroz especial, cozido em zirvak, um líquido que se prepara num caldeirão especial, onde 1) fritamos cebola na gordura de cordeiro, 2) logo fritamos lá carne, 3) acima pomos a cenoura, cortada de palitos longos, 4) preenchemos tudo com água, 5) fervemos tudo com alho e especiarias uns 40 minutos, 6) depois da magia de várias horas cozinhamos lá um arroz especial durante uns 10 minutos.

A elite russa com frequência padece o ocidentalismo, assim as modas da culinária europeia todas depois de ser aperfeiçoadas estão presentes na cozinha russa. Basta com dizer que a “salada russa” na Rússia é conhecida como “Olivié” pelo sobrenome de um chef francês, quem desenhou esse prato para seu restaurante em Moscou. Ou seja para os russos esta salada soa francês. E é verdade que segundo as pesquisas da opinião pública o olivié se considera um dos pratos mais queridos pelos russos, associado com a festa do Ano Novo, produto duma ecléctica típica para a cultura dos russos.

O fator climático dividiu o ano culinário russo nas temporadas: o inverno é tempo das verduras e frutinhas conservadas (mediante sua fermentação, salmoura, cozimento). Fermentam o repolho, salmouram tomates, pepinos, cogumelos, patissones, etc., cozinham em xarope de açúcar framboesa, arandanos, maçãs, morangos (com frequência são frutinhas selvagens – das florestas) e muitas outras.

E para beber? Sem falar da vodka, nós russos bebemos muito chã (que pode ser de ervas bem diferentes), chocolate, cada vez mais café, tradicionalmente bebemos compotas [7], morses [8], kisseis [9], e até seiva de bétula! E a Coca-Cola russa se chama Kvas, um produto da fermentação de cevada só quase sem álcool [10]. De sobremesa comemos mil tipos de pasteis, crepes, tortas doces, etc., frequentemente com mel (também há mil tipos de mel) ou com frutinhas cozidas em xaropes de açúcar.

a cozinha russa não é um fast-food

Se você quer provar as comidas exóticas russas, lhe podemos sugerir os pratos, como o aspic russo, jolodets – na Rússia sempre é um caldo de carne, que se acompanha com rábano picante ou mostarda. Também é recomendável a salada baseada no arenque, que se chama literalmente arenque de baixo do abrigo de pele, é um “abrigo de pele”, formado de várias camadas de beterraba e batata cozidas e banhadas na maionese, que cobrem o arenque salgado na camisa de cebola. Tanto arenque baixo abrigo de pele, como jolodets são ideais para acompanhar vodka (que os russos bebem de um gole). Também pode ser interessante a sopa russa de verão (fria), que se chama okroshka, são pepinos, batata e ovos cozidos, verduras e carne cortadas finamente e logo preenchidos com kvas, se acompanha com smetana.

Comentarios:

  1. Até na religião, seja ortodoxa ou católica, o alcoolismo está súbdito ao pecado de Gula.
  2. A vida humana sempre foi determinada pela questão do aquecimento. A palavra “hogar” em espanhol vem da palavra latina “focus” ou seja “fogo”, assim na língua russa também a palavra casa de camponês, “izba”, vem do verbo “fazer fogo, aquecer”. Só o “focus” russo ocupava uma terceira parte de casa! Depois de um incêndio a lareira ficava em seu lugar e a vida se continuava. Por isso durante a IIGM Hitler deu uma ordem especial para destruir as lareiras russas (depois de queimar os povoados), mas a lareira russa venceu e a calavera do Hitler com um buraco de bala suicida, queimada, hoje se guarda num arquivo da FSB (outrora KGB).
  3. Trigo mourisco é conhecido também como “trigo sarraceno”, os russos o chamam “trigo griego” – se come na Rússia, Ucrânia e China, quando em Europa se vende só nas lojas eco ultra. O trigo mourisco na Rússia e Ucrânia se considera comida estratégica e a mais económica, a subida do preço de ele pode provocar uma crise social.
  4. Smetana é indispensavel para borsch, sopa de beterraba.
  5. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kefir
  6. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Pelmeni
  7. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kompot
  8. https://es.m.wikipedia.org/wiki/Mors_(bebida)
  9. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kissel
  10. https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Kvas

Quanto custa uma criança na Rússia?

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Me escreveu pelo skype uma pessoa oferecendo um negócio bizarro:

Vasiliy Vereshchagin, venda de uma criança

– Boa noite sou iasmin brasileira que moro na Italia a agosto estarei indo para a russia com intuido de adotar uma criança russa

E possivel? vc pode me ajudar?

Estou disposta a pagar?

Respondi, que não sou experto, que nos anos 2000 depois do caos e pobreza infernais das reformas de choque havia muitas crianças abandonadas nas ruas e graças à corrupção surgiu um “mercado das crianças” para os estrangeiros racistas dispostos a pagar (“queremos uma criancinha branca e barata”). Mas logo foi aceitada uma lei, que prioriza a adoção pelos cidadãos russos (Lei de Dima Yakovlev).

Então Iasmin continuou:

– voce nao teria como procurar uma mãe que esteja grávida e queira doar o bebê?

Senti indignação:

– e você poderia fazer a mesma coisa na Itália?

Iasmin respondeu:

nao aqui nao dao uma criança para nos pq meu marido e velho

52 anos

Limitam até 45 anos para uma adoção nacional

Eu ofereci olhar para a Ucrânia:

Acho que agora é mais fácil adotar na Ucrânıa, cujo estado é mais corrupto, seus deputados oficialmente oferecem a suas mulheres alugar seus úteros. Ou seja o estado está desaparecendo na Ucrânıa, é um país pobre, flagelado pela droga, prostituição, etc. Pode ser que lá haja mais condições para adotar uma criança por um estrangeiro.

Iasmin comentou:

Sim eu vi mais querem 30 mil euros

Para uma barriga de aluguel

Voce nao poderia me ajuda?

Nosso orcamento e limitado

Voce nao poderia nos ajudar?

procurando alguma mulher grávida disposta a dar um bebê? Podemos te pagar

Eu otra vez sinto indignação e confusão, radicalizadas pelo fato de que minha própria mulher está grávida, o diálogo absurdo ganha as conotações satânicas para mim:

Como técnicamente lhe posso ajudar? Temos uma crise demográfica. Posso procurar a informação sobre seu caso, mas não sei como cotizar meu trabalho.

Jasmin:

Eu nao sei mais vc e russo

Pode ver na russia onde tem bairros pobres

A siberia dizem que e pobre

Eu teriotisei:

Imaginemos que eu encontrei uma mulher viciosa de droga, que foi estuprada e ela quer dar seu bebê para vcs. Como vamos sacar o bebé para a Italia?

Jasmim ingorou esse detalhe:

Podemos combinar o seguinte?

Se voce me achar uma menina recem nascida russa ou que a mae queira dar em adocao posso te dar 1000 euros mais somente pago apos ver pessoalmente a crianca

E pago em maos? Podemos combinar assim

Eu pensei nos séculos da pirataria tártara, quando os tártaros sequestravam antes de tudo às mulheres russas, elas custavam mais que os homens nos mercados escravistas da Turquia:

Vc acha que eu tenho que voar a Sibéria, passar meses procurando uma mulher certa nos bairros pobres, etc. Logo lhe mostramos uma foto da criança e vc vai dizer: eu não gosto, não vou pagar nada) É estranho. 1000 euros é um salário básico em Moscou (1-1,5 meses de trabalho de um motorista analfabeto), não dá para viajar, comer, alugar os hotéis, etc.

O delírio da mulher racista continuou um pouco mais, e se acabou a conversação nossa. Mas o facto é que os saqueadores sentem a crise na Rússia, eles já estão sondando o solo… E as notícias do putinismo correspondem à demanda de eles: abaixo menciono só algumas notícias temáticas das últimas semanas:

Uma mulher de Ufa foi prendida em Moscou por tentar vender sua criança (pediu 14,5 mil euros). Pobreza primitiva, consecuencia de desigualdade africana, falta de ajuda social.

No mesmo dia a maioria putinista no parlamento russo se recusou a aceitar uma lei, que deveria pôr um limite ao custo de carros para os deputados – ao nível de 29 mil euros (os deputados putinistas querem carros mais caros, 3-4 vezes mais caros que as crianças russas, e que tudo seja financiado pelos cidadãos, que já chegam a vender seus bebês para sobreviver).

Outra mulher levou sua criança ao parque natural “A ilha dos alces” (Moscou) e deixou lá com um saco na cabeça para castigá-la. Depressão permanente, inestabilidad económica, falta de ajuda social.

Mãe se esqueceu de sua criança por uma semana e sua filha morreu de sede. Alcoolismo, patrocinado pelo estado (na Rússia a vodka não custa quase nada, quando comer é caro), falta de ajuda social.

Mãe jogou suas 2 filhas pela janela, porque estava farta de elas. Depressão permanente, inestabilidad económica, falta de ajuda social.

Descoberta em Moscou uma criança “mogli” de 5 anos de idade, sua mãe durante 5 anos mantinha a criança fechada e só lhe dava de comer de vez em quando. Polícia e serviço social ignoraram as ligações de vizinhos, que se queixavam sobre um uivo animal, que saia de apartamento. Transtorno mental, falta de ajuda social.

São notícias apenas das últimas 2 semanas! Aquelas que eu ouvi sem procurar outras notícias de mesmo plano.

Sendo uma pessoa sensível, sinto uma desesperação.

A pobreza nas condições do capitalismo periférico leva a desumanização da sociedade, seja no Brasil ou na Rússia. O pacote social do estado russo ainda não é vazio, mas ele se está reduzindo cada ano.  O grupo governante de Yeltsin-Putin ofereceu à sociedade quebrada russa como uma muleta a instituição da Igreja Ortodoxa Russa, mas a igreja oficialista não pode ser um freio contra as forças desumanizadoras: as melhores escolas religiosas são inacessíveis para os pobres e para a maior parte da classe média, ou seja estão dentro do sistema capitalista e para os excluídos a igreja pode oferecer só os serviços arcaicos tipo bruxaria (também não é de graça).

O sistema perinatal na Rússia é semelhante ao período dos anos 1970-1980 (consulte a caricatura de Monty Python “O milagre de nascimento”). Isso também é um fator sério da destruição da saúde física e mental das mulheres e seus bebês.

Está em jogo o fator do machismo (degradação do sistema da proteção de mulher, precariado feminino mais brutal que masculino), uma terceira parte das famílias na Rússia não tem pai. Não sempre o pai desaparece pelo alcoolismo ou pelo machismo, às vezes os pais vão embora pelo precariado econômico, porque o novo espírito capitalista está contra a família, demandando mais mobilidade, flexibilidade, etc., incompatíveis com matrimonio.

Ao mesmo tempo longe, em Ocidente há uma família racista, são velhos, porque faziam carreira a vida inteira e não puderam ter filhos e agora em seu próprio país já não podem adotar, porque são velhos demais e por isso querem comprar uma criancinha branca na Rússia.


¿Por que no hay indigentes en Moscú?

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La trauma más fuerte de mi infancia fue el número desorbitado de los niños abandonados y de los indigentes, que pulularon por las calles de mi ciudad después del colapso de la URSS. Y mi ciudad no fue un pueblo, sino una capital de un estado bastante rico dentro de la Federación Rusa (500 mil habitantes, universidades, teatros, filarmónica, etc.). Imaginen mi indignación, cuando los sectarios neoliberales tratan de venderme la idea de que “las reformas de choque han sido todo un éxito”. Ciertos necios pierden toda la vergüenza, afirmando: “No es que solo en 2007 el PIB de Rusia llegó al nivel de 1990. Es que los datos soviéticos todos eran falsificados y ahora Rusia está mil veces mejor que en la época de la URSS”…

Y qué hacemos con la esperanza de vida, que cayó? Con la tasa de natalidad negativa? Con el éxodo de los jóvenes y con la fuga de los cerebros (la diáspora más grande en la UE no es de los marruecos, sino de los rusoparlantes de Rusia, Ucrania y Kazajistán)? Y con los indigentes de mi infancia? Excluidos de la vida por la mano “invisible” de mercado y liquidados en masa con ayuda del “agua de fuego” (vodka baratísima).

Cuando viajé a Estocolmo, descubrí que allí también había indigentes, pero me dijeron que allí son la gente loca, y en realidad en comparación con los indigentes rusos, ellos al parecer tenían bastante dignidad, por lo menos no apestaban de orina y alcohol. Como me gustaría que los indigentes nuestros también fueran así “locos”…

Hoy en día los turistas me suelen comentar, que no ven a los indigentes ni a los pobres en Moscú.

Hmm…

Informalmente los límites de Moscú se forman por el Anillo de Circunvalación (MKAD en ruso), el área de este Moscú tradicional = 900 km2 [1].

El casco histórico es todo que se encuentra dentro del Anillo de los Jardines = unos 20 km2.

Deducimos, que Moscú turístico, Moscú de escaparate, Moscú peatonal, lleno de los tacones altos, carros de lujo, fachadas de luces, gente vestida de gala, este Moscú es solo …2% de Moscú.

Es por eso que en “Moscú no hay perros, no hay niños, no hay indigentes, no hay drogadictas, etc.”. Es que siendo turistas, ustedes conocerán solo un 2% de Moscú.

En realidad en Moscú hay más que 1 millón de perros [2]. Aproximadamente 100 mil niños nacen en Moscú cada año, 1 millón de niños son alumnos de las escuelas moscovitas.

El número de los indigentes es de 30 a 50 mil personas conforme a los datos de la policía. Según las ONGs, son casi 100 mil “outsiders” sociales. El tiempo cuando se puede “contarlos” es el invierno: ya no pueden esconderse y buscando el calor, invaden “invisiblemente” los trenes suburbanos, pasadizos subterráneos, rellanos de los edificios, tubería subterránea de calefacción, etc. Lamentablemente cada primavera encontramos los cadáveres de los indigentes, que no sobrevivieron el invierno (en la jerga policial se les llama de las flores “campanillas de nieve”).  Para ayudar un poco a los indigentes la alcaldía suministra 5 puntos móviles de calefacción (de hecho son buses con la calefacción reforzada, que se posicionan al lado de las estaciones de trenes). Aunque desde el 1 de noviembre estos puntos funcionan 24 horas, evidentemente no son suficientes para miles de indigentes, que se ven obligados a calentarse allí por turnos, formando filas o buscando otras opciones. Además hay ONGs de voluntarios que también tratan de ayudarles.

En Moscú hay miles de indigentes, lo siento.

Aunque el PIB de Rusia capitalista en 2007 a duras penas llegó al nivel del año 1990, la distribución de este PIB está lejos de la justicia social, además la estadística de hoy no es tan confiable como la soviética, encima el año 1990 no fue el mejor para Rusia socialista.

No obstante el número de la indigencia crece en todo el mundo a medida de la rebelión de las élites contra los pueblos: en París igual que en Moscú son 0,4% de la población de la capital [3].

Comentarios:

  1. El área oficial de Moscú, que incluye el llamado Moscú Nuevo (las tierras de la provincia de Moscú que fueron integradas a la capital hace poco) = 2511 km2, en relación a este número el casco de Moscú es de 1% del área metropolitana.
  2. Aplicamos a la población capitalina la estadística aproximada del 30% de los rusos, que tienen perros.
  3. Tomé los datos de 1996: 8 mil indigentes en París por 2,117 millones de la población. Supuse que el número de los indigentes en Moscú es de 50 mil personas por 13 millones de la población (datos oficiales).

Patinaje de velocidad sobre el Baikal

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Esquié todo el invierno, pero la temporada de esquí de fondo en Moscú resultó muy corta (2,5 meses), en Marzo todavía hay nieve, pero es un desastre, casi no sirve… Me sentí desesperado.

Encima hace poco repinté el piso en una habitación y tuvimos que evacuarnos de casa en toda la familia por unos 5 días. Así fuimos a la provincia de Moscú. 200 km de la capital comienzan las bellezas naturales y el aire, se desaparecen los turistas chinos, es otra Rusia. Allí pudimos comer en los restaurantes al máximo, los precios parecieron ridículos después de Moscú, donde yo como solo la comida-basura. Comía y me reía a carcajadas a través de las lágrimas. Tan alta es la diferencia entre la capital y las provincias. Hay un chiste, que para ir a Moscú los rusos pronto vamos a necesitar las visas.

Viajando por la provincia descubrí un lago, cuya capa de nieve sobre el hielo me pareció factible para esquiar. Gracias a dios que llevara esquí en carro. Bajé al lago y eso fue lo mejor que hice durante el viaje. El lago Nero me hizo feliz por mucho tiempo. Es un sueño – esquiar por un lago. No es una pista de bosque, limitada por los árboles, es como volar, no hay límites… En 5 minutos llegué a la isla, que parecía inalcanzable! Fue una maravilla también contemplar en lo lejos a los pescadores pedaleando las bicis por el interminable campo blanco.

https://www.instagram.com/p/BvD9kdiHgNK/

100 km más tarde bajé al otro lago, que ya no era tan perfecto, tenía más hielo que nieve y allí se me ocurrió que sería genial PATINARLO. Desde hace mucho que sueño con los patines de velocidad, pero patinar donde? En Moscú hay solo un estadio para eso, está lejos y es caro. El deporte este por poco vive en Rusia. Pero los lagos son los mejores estadios para el patinaje de velocidad. Y que lago es el más genial del mundo? BAIKAL! Solo miren esto, siquiera los primeros 10 minutos:

Y por supuesto, que me encantaría a organizar un tour al Lago Baikal, para patinar el Baikal en una semana (150 km).

Eso toma sus peculiaridades, pero en el fondo no es difícil: no habrá que cargar mucho, porque patinando, nosotros arrastramos los trineos con toda la carga. Dormimos en los hoteles turísticos costeños. Nuestra agencia asociada nos suministra los patines, trineos, navegadores, hornillas de gas, servicios de guia-instructor, hoteleria, traslados dentro del tour, excursiones, etc.

Abajo doy una lista del equipamiento, que necesitamos. Si usted es un@ alpinista, usted lo tendrá todo! Si ustes no es un@ alpinista, vale la pena leer la lista, las palabras parecen letra de una canción!

Equipamiento especial:

Patines de velocidad (largos) – ¡los suministra la agencia de viajes!

Palos para esquí de fondo (largos, para el esquí de patinaje, multiplique su altura por 0,83)

Mochila de marcha, 30 litros

Baul o mochila, 70-100 litros

Protección (rodilleras y coderas)

Agarres antideslizantes para zapatos de hielo

Botas:

La mejor opción son botas de alpinismo, de trekking o de snowboard, o pueden ser otras botas, pero lo fundamental es que deben ser cómodas, cálidas y guardar bien el tobillo)

Ropa:

Plumón con capucha

Chaqueta rompevientos de membrana con capucha

Pantalones de membrana

Pantalones de esquí con aislante o con una capa gruesa de polartec

Ropa interior térmica (mejor de lana)

Chaqueta de polartec (2 piezas) o de esquí + polartec

Manoplas a prueba de viento

Guantes (a prueba de viento o de polartec)

Calcetines de lana

Polainas para las piernas

Zapatos de reserva (botas de fieltro, otras botas cálidas)

Pasamontañas

Casco

Vivac:

Protector solar (factor más de 20)

Gafas de sol

Linterna frontal (con baterías de repuesto)

Taza, Cuchara, Tazón, Cuchillo

Termo, de 1 litro

Botiquín personal de primeros auxilios

Cepillo de dientes, pasta

El mejor tiempo para el tour de paintes sobre el hielo de Biakal es Marzo: la capa de hielo tiene el grosor máximo, es de 1 metro, y las temperaturas ya no son tan bajas como en enero o febrero. La temperatura sube y el hielo comiezna a crujir: el Baikal “se despierta”. Es una experiencia absolutamente fantástica y extraterreste! El tour puede ser servido en la forma “light” también: menos patinaje (puede ser una serie de los recorridos radiales), más transporte.

Si usted tiene interés, estamos a su dispocisión:

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Esquí de fondo en Rusia

El esquí de fondo es un deporte de culto en Rusia gracias a su popularización en la época de la URSS. En los tiempos soviéticos la alta moral y cultura física eran condiciones indispensables para la construcción del comunismo. Y para un país-madre de invierno fue lógico que el esquí se volviera un deporte nacional.

Primero, después de la Guerra Civil el esquí de fondo se popularizaba por los comandantes del Ejército Rojo, y luego por el hecho de incluir las carreras en esquí al programa de la educación físico-militar “Listo para el Trabajo y Defensa”. El esquí de montaña no fue tan popular, porque cerca de las urbes no había montañas, además la idea era encontrar algo fácil y al mismo tiempo genial (no hay montañas, pero siempre podemos hacer pistas con los elementos de montañas, aprovechando del relieve con barrancos, etc.). Al mismo tiempo la adicción al esquí de los rusos coincidió con el desarrollo del Norte (un verdadero tesoro de Rusia). Es que en el Norte no había otras atracciones. Así nació una de las bases más importantes del esquí ruso (tanto alpino, como de fondo) en el macizo de Jibiny, cerca de la ciudad nueva, cuyo nombre habla por sí solo: Apatity. Así Jibiny se volvió un “Davos ruso”, un “Klondike de nieve” (8 meses dura el invierno aquí!). En 1927 los soviéticos ya brindaron el primer paso internacional en esquí: “la pista de amistad” conectó Moscú con Oslo!

En los años 1970 en la URSS había más de 3 mil estadios y más de 6,5 mil bases de esquí. Esquiaba todo el mundo: los cosmonautas, las estrellas de cine, músicos y bailarinas.

Hoy los VIP del putinismo si esquían, hacen el esquí de montaña, que actualmente es un deporte muy elitista – ellos alquilan las cordilleras completas, mientras la mayoría de los rusos ni pueden viajar a estos lugares, donde un par de noches cuesta más que un salario mensual de un ruso medio (el lugar más famoso de esta lista es Sochi, sede de los Juegos Olímpicos en 2014).

Como soy de Siberia, adoro el esquí de fondo, pero si antes en la ciudad de mi niñez ir a esquiar fue la cuestión de salir de mi edificio, hoy tendría que caminar mucho o tal vez ir en auto: la ciudad creció, mi edificio ya no es el último, detrás apareció un barrio nuevo con una autopista de circunvalación. En Moscú es más complicado todavía: los parques grandes están en los quintos infiernos, el número de bases de esquí se redujo mucho (una base de esquí no es una mera escuela con un vestuario aquecido, también es personal con los equipos especiales, responsable por el mantenimiento de las pistas de los niveles diferentes). Otro desafio de Moscú es que su invierno no es tan frío y estable, como en Siberia. Ya a mediados de febrero la nieve se pone tan caprichosa y abrasiva, que estoy desesperado por no poder esquiar (a veces paso semanas completas sin esquiar).

No obstante el esquí sigue siendo bastante popular tanto en Moscú, como en Rusia. Cuando el 1 de enero de 2019 fui a esquiar (en Moscú), pensé que estaría solo en el bosque, pero resultó que el bosque estaba lleno de los esquiadores. Es muy buena señal.

Es que después del colapso de la URSS la depresión era tan alta, que muchos rusos dejaron de preocuparse por su salud. Subió el alcoholismo y el tabaquismo, el último sigue siendo fatal en Rusia (por el consumo de alcohol estamos mejor que los países bálticos). Otro factor del descuido de la salud ha sido el paternalismo: si antes el estado regularmente se preocupaba por la salud de los ciudadanos mediante los chequeos obligatorios, vacunación, un sistema de balnearios, etc., hoy al estado y a las empresas les dá igual la salud de los empleados: los exprimen hasta cierta edad y luego los echan a la calle, como en todo el mundo (tal vez con la exclusión de los países semi socialistas, tipo los escandinavos). La esperanza de vida cayó y al mismo tiempo poco a poco la gente comenzó a cuidarse por su salud de la manera individual. Y los rusos vuelven a esquiar, a patinar y a ganar en las competeiciones internacionales.

Estoy tan entusiasmado con el esquí de fondo, que a los clientes, que vienen en invierno siempre les ofrezco a esquiar (son horas extra grátis, pero igual voy a esquiar, mejor en compañía), por supuesto, que los esquí de alquiler (muy barato) no son tan buenos, como los esquí mimados en casa con parafinas, pero igual dan la impresión de las diversiones típicas de los rusos.


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Rusia ha elegido su brand turístico.

Primero la Agencia de Turismo, Rostourism, mediante un concurso popular recibió más de 10 mil diseños de la gente común y corriente, y luego (después de horrorizarse) según los informes para la prensa, solicitó la ayuda de las empresas gráficas profesionales. Así, de unos 30 conceptos ganó el más vanguardista, o sea el más soviético (como todo lo más chulo de los últimos años del arte visual en Rusia pos soviética, recuperada después de la mamarrachada vulgar y mediocre de los años 1990).

Al mundo y a los rusos no les interesan solo Anastasia, Doctor Zhivago, águilas mutantes, oscurantismo de la iglesia, esvásticas euroasianas y otro morbo. El mundo y los rusos son orgullosos de la URSS, que fue el punto culminante de la historia rusa, y de allí viene la identificación vanguardista del país.

El eslogan para el diseño: “Rusia es todo el mundo”!


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Nassim Taleb sobre Putin

ESPERANDO A CONSTANTINOPLA

El anverso exacto de un jefe del sector público como esclavo es un Autócrata.

Mientras escribo estas líneas, estamos siendo testigos de una naciente confrontación entre varias partes, que incluye a los actuales “jefes” de estados de los miembros de la OTAN (los estados modernos no tienen jefes, sino maestros de charlatanería) y al ruso – Vladimir Putin.  Claramente, todos ellos, excepto Putin, deben ser electos y pueden caer bajo el fuego de sus partidos, todos ellos tienen que calibrar cada declaración para que la prensa no malinterprete. Por otro lado, Putin sigue el plan “que se joda el dinero” y demuestra claramente, que se la suda, lo que a su vez le trae más seguidores y más apoyo. En tal confrontación, Putin se ve y actúa como un ciudadano libre contra los esclavos, que necesitan comités, aprobación y que por supuesto aceptan cualquier decisión para subir su ranking. 

La actitud de Putin hipnotiza a sus seguidores, particularmente a los cristianos ortodoxos en Levante, que recuerdan que la flota de Catalina la Grande vino a permitir el tañido de las campanas de la catedral de San Jorge en Beirut. Catalina la Grande fue “el último zar con huevos”, es ella que tomó la Crimea del Imperio Otomano. Antes de eso, los otomanos sunitas habían prohibido a los cristianos tocar las campanas de sus iglesias en las ciudades costeras bajo su control – sólo las aldeas de las montañas inaccesibles se permitieron tal libertad. Estos cristianos perdieron la protección activa del zar ruso en 1917 y ahora esperan que el Bizancio regrese cien años después. Es mucho más fácil hacer negocios con el propietario del negocio que con algún empleado que en un año seguramente perderá su empleo; igualmente es más fácil confiar en la palabra de un Autócrata que de un un frágil funcionario mosca. 

Viendo a Putin yo comprendo que los animales domésticos (y esterilizados) no tienen ninguna oportunidad contra un depredador salvaje. Ni uno solo de ellos. Ignorando las capacidades militares: lo que importa es el disparador.

Históricamente, el Autócrata era más libre y – también como en el caso especial de los monarcas tradicionales en pequeños principados – en algunos casos tenía la piel en el juego para hacer su país más fuerte, actuando mejor que un funcionario elegido, cuya función objetiva es mostrar ganancias en papel. Este no es el caso de los tiempos modernos, ya que los dictadores, conscientes de que su tiempo puede ser limitado, saquean sus países y transfieren los activos para las cuentas en los bancos suizos – como lo hace la familia real Saudí.

Exrtraido del libro “La Piel en el Juego”.


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¿Ya se puede cerrar Rusia?

En la UE viven 1,81 millones de los inmigrantes de Rusia. Si les sumamos a los inmigrantes de Ucrania, que en su mayoría hablan ruso y suelen googlear en ruso, resulta que la comunidad de los rusoparlantes en la UE alcanza casi 3 millones de personas. Es la diáspora más grande en Europa!

La educación soviética resultó ser un campo bastante inercial: la economía rusa (igual que la ucraniana o bielorrusa) desde el año 1991 ha degradado mucho más rápido que la escuela, o sea la extinta URSS sigue produciendo a la gente educada, pero la economía post soviética ya no tiene empleo para tal gente. Tienes que degradar o emigrar.

La vice-primer ministra de Rusia Olga Golodets dijo que ⅔ partes de los rusos no necesitan la educación superior (tanto se simplificó la economía bajo Yeltsin y Putin), ex ministro de economía German Gref (2000-2007), hoy jefe del banco más importante del país, Sberbank, abiertamente declaró la necesidad de un aparteid social mediante la bajada de la educación: “¡¿Como se puede manejar una sociedad, en la que todos tendrán acceso igual a la información?!”.

Por supuesto la reducción de la educación se vende como la única manera de subir su calidad, pero la realidad es que la economía primitiva no necesita a mucha gente educada. Por eso el discurso nacionalista, que el gobierno neoliberal busca sustituir a los ciudadanos por los inmigrantes indefensos, tiene sus razones. ¡Que paradoja! Mientras los rusos corren para la UE, EE.UU, China, países de Latinoamérica, Rusia misma se ha vuelto uno de los países, que más inmigrantes reciben! “Malvenidos” de los países aún más pobres que Rusia (del mismo espacio post-soviético, que degradó desde 1991 mucho más que Rusia).

Uno de los autores del desastre económico en Rusia, Alfred Koсh, operador de la privatización de la propiedad soviética en los 1990* vive en Alemania y cree que “ya se puede cerrar Rusia”:

“La escuela matemática rusa fue sacada. <…> El ballet ruso existe en forma de la escuela Barýshnikov. <…> Prácticamente toda la pintura rusa significante desde hace mucho vive en Occidente. Todos los compositores sérios. <…> Biólogos, lingüistas, físicos-teóricos (tres premios Nobel). <…> En buenas clícinas de Alemania o Israel un 30% de los médicos son rusos. <…> La comunidad rusoparlante de Alemania alcanza 4 millones (5% de la población)”**.

Alfred Koch pinta a los emigrantes rusos de hoy como a los “vencedores”. Ellos no solo sacaron de Rusia/URSS la educación, sino también un gran dineral. Sus antepasados, que corrieron de Rusia Soviética después de la Revolución de 1917 fueron perdedores: sus capitales fueron nacionalizados en la URSS, en cambio hoy lo nacionalizado y desarrollado por la URSS fue robado y sacado del país por los emigrantes como Alfred Koch.

Pintor vanguardista Vasily Kandinsky, músicos Serguei Rachmaninov e Igor Stravinsky, escritor Vladimir Nabokov, inventor de helicóptero, Igor Sikorsky, inventor de televisión Vladimir Zavorykin, etc. son las estrellas, generadas por la emigración después del colapso del Imperio Ruso.

Los destructores de la URSS como Alfred Koch están seguros de que la diáspora actual sea más fuerte, porque robó de Rusia mucho dinero y sí, es probable, que esta ola de la emigración también genere a los intelectuales del nivel mundial. Y Rusia, descerebrada por la Reforma de Yeltsin-Putin? ¿Podrá recuperarse? Rusia soviética – sí, conseguió recuperarse después del desastre de los Romanov y la URSS generó un sinfín de los genios en todos los campos (muchos emigrantes volvieron).

La novedad de la situación actual es que tenemos un campo informativo global – uno puede ser ruso y conectado con el “mundo ruso” sin vivir en Rusia. De todas formas, vivimos una virtualización de la gran cultura rusa.

*Auditoria de Rusia declaró que la privatización de los 1990 fue absolutamente criminal.

**tal vez que A.Koch haya sumado también a los alemanes rusoparlantes oriundos de Kazajistán, etc.


Nikolaj II poderia salvar a Rússia

uma diputada da Duma venerando Nikolai Romanov

I. “Perdoe-nos, Nikolai…”

Nos dias 16/17 de julho o oficialismo e a İgreja Ortodoxa Russa celebram o aniversário da morte dos Romanov.

Nas rodovias aparecem os cartazes com a imagem de Nikolaj II: “Perdoe-nos, senhor!”. Pode-se ver pessoas nas camisetas com a imagem de Nikolaj II e com a bandeira imperial: “Pelo império russo!”, “Deus, Czar, Nação”, “Somos russos”, etc.

A mensagem do oficialismo é que a Rússia dos Romanov era um grande e próspero império, destruído pela quinta coluna, chefiada pelos «judeubolcheviques» e outras minorias étnicas. “Os revolucionários possuídos por Satanás e pagos pela Inglaterra e Alemanha martirizaram os Romanov, incluindo as criancinhas”. Uma das versões mais psicopatas afirma que a cabeça de Nikolaj Romanov (depois de um assassinato ritual judaico, claro) foi cortada e colocada logo …no escritório de Lenin.

Tais bobagens literalmente são pronunciadas pelo presidente adjunto do Parlamento (partido governante), pelos diretores de cinema (que filmam produções medíocres com dinheiro estatal transmitindo esse lixo) e pelos milhões de popes (padres da Igreja Ortodoxa Russa) omnipresentes (na televisão nacional, nas escolas também).

Esse preconceito putinista é compartilhado pelos monárquicos, nacionalistas, neonazistas e por uma parte dos liberais.

II. O conteúdo real do mito

2 Oscars para promover o culto de Nikolai Romanov

…E quase por todos os turistas, que acompanho em Moscou! Graças aos desenhos animados lacrimosos sobre Anastasia, produzidos em massa no Ocidente (entre eles o que foi produzido em 1997 pela Fox) com a ideia de legitimar a restauração da monarquia na Rússia. A ideia que foi bastante atual no tempo de Yeltsin, hospitalizado permanentemente devido a seu alcoolismo. E até hoje o “roteiro espanhol” tem seus torcedores entre as elites russas (é quando um ditador põe um rei para legitimar a continuação perpétua do poder de seu grupo governante, como fez Franco).

A sociedade russa ainda não degradou suficiente para aceitar este marasmo, mas tudo é possível neste mundo. O projeto da restauração da monarquia originalmente foi promovido pelos brancos, que perderam a guerra civil e fugiram para Europa (perderam a guerra não obstante a ajuda dos 14 países estrangeiros que invadiram a Rússia!). A Igreja Ortodoxa Russa no Exterior tomou a responsabilidade por esta mitologia vulgar dos Romanov. Mantida pela Inteligência do Terceiro Reich nos anos 1933-1945, a Igreja Ortodoxa Russa no Exterior depois da Segunda Guerra foi financiada por CIA e agora depois de M&A com a Igreja Ortodoxa Russa, a Igreja, já unificada, tem todo apoio dos governos de Yeltsin e Putin, e como é sabido, a mentira repetida mil vezes torna-se verdade.

III. Os desajustes do mito

Se pode trollear os fãs de Nikolai II, dizendo, que Pedro, o Grande matou seu filho Alexej – por que não vamos canonizar esse Alexej também? Também foi assassinado Pedro III (com consentimento de sua mulher Catalina II), por que não vamos chorar por esse Pedro III? Todo o século XVIII foi uma série dos golpes palacianos, ou resulta que os Romanov podem ser assassinados só por outros Romanov? Mas neste caso temos que canonizar também Alexandr II, assassinado pelos radicais 36 anos antes da Revolução. Este não foi assassinado por outros Romanov, senão pela “plebe”. Nenhum destes czares foi feito recusar a religião ortodoxa. Ou seja, igual ao Nikolaj Romanov nenhum deles tem a ver algo com o martírio ortodoxo.

Outro dado para pensar. Como a Igreja Ortodoxa Russa no Exterior inventou o culto do Nikolaj Romanov sem saber de todos os detalhes do caso, segundo o mito os corpos dos Romanov foram liquidados em Gánina Jama. Muitos anos já os crentes ortodoxos tem os “orgasmos espirituais” neste lugar. Quando o Comitê de Investigação da Rússia já confirmou várias vezes com ajuda da impressão genética que os corpos dos Romanov foram sepultados em outro lugar – em Porosénkov Log. E agora a situação é bastante cómica: a Igreja Ortodoxa já investiu muito capital em Gánina Jama! Por isso a Igreja Ortodoxa Russa não reconhece os resultados da impressão genética, realizados pelo governo da Rússia!

O culto dos Romanov é ridículo e no fundo é uma vergonha. Já escrevemos bastante para desmitolgizá-lo: leia 7 fatos sobre o fuzilamento dos Romanov.

Uma tarefa mais do culto dos Romanov é profanizar e criminalizar a Revolução russa e o período soviético. Ao mesmo tempo, o período soviético continua sendo a única glória do povo russo e se o putinismo decide se refugiar no sovietismo, vai ser muito difícil se integrar o culto dos Romanov com o pacote soviético. Difícil, mas também possível: os putinistas dirão que Stalin foi um agente dos Romanov infiltrado no movimento dos revolucionários para restaurar o Império e logo passar o poder para Alexej Kosýgin, filho de Nikolaj Romanov! Neste caso os putinistas vão ter conflito com a Igreja Ortodoxa Russa, porque se trata da negação do assassinato dos Romanov…

IV. Nikolai II poderia salvar a Rússia

Em lugar de mentir deveríamos compreender melhor nosso passado para sacar as conclusões corretas! Grande historiador russo, Serguei Nefiódov, crê que Nikolaj II poderia salvar a Rússia, se fizesse uma reforma agrária. Assim, impressionadas pela revolução russa, os grupos governantes da Romênia, Polônia, Bulgária e Hungria, realizaram as reformas agrárias em seus países e prolongaram seu poder…

“Nós tratamos do mesmo fenômeno – da superpopulação agrária na Europa do Leste. A falta de terra para os camponeses causava a revolução. E ela explodiu em lugares diferentes, mas foi totalmente lógico… Em 1905 o primeiro-ministro Serguei Witte ofereceu ao czar Nikolaj II realizar tal reforma e tirar mais da metade das terras dos latifundiários pelo resgate, isso foi realizável. Como também isso foi realizável ainda nos anos 1916-1917…”.

O remédio de Witte (tirar as terras dos latifundiários) foi evidente depois da primeira Revolução Russa – em 1905, quando os camponeses queimaram cerca de 50% das casas de donos das terras na parte central da Rússia. Todos os chefes da polícia, envolvidos na liquidação dos distúrbios, apoiavam a solução de Witte.

Mas o czar Nikolaj Romanov, o Sanguinário respondeu com as represálias contra seu povo (realizadas mediante o novo primeiro-ministro Piotr Stolypin, logo assassinado pelos radicais).

Grosso modo, assim o czar, latifundiário #1 da Rússia, levou a Rússia para a catástrofe da revolução.

Depois da Revolução de Fevereiro (quando o czar se abdicou do trono) o Governo Provisório (conhecido popularmente como um “governo dos ministros-capitalistas”) também não quis fazer nenhuma reforma agrária! Em agosto de 1917 os camponeses começaram roubar e queimar as vilas dos latifundiários, os rebeldes mataram centenas dos donos das terras na Ucrânia e na parte central da Rússia. O exército, formado pelos camponeses mesmo, não pôde suprimir as revoltas. Por exemplo, quando o príncipe Boris Leonidovič Vjázemskij quis usar o exército contra “seus” camponeses na província de Tambov, os soldados ignoraram as ordens de seu comandante e deixaram os camponeses apreender o príncipe Vjazemskij. Os camponeses mandaram o príncipe preso para o front como “um prófugo”. Na estação de trens mais próxima o príncipe Vjazemskij foi linchado por um pelotão de uma companhia de choque siberiana, que viajava para o front. Nessa situação a única solução foi formulada de jeito muito simples: “Paz, pão e terra” e “Todo o poder aos Sovietes”. Não havia alternativa à aliança dos bolcheviques e socialistas-revolucionários de esquerda, que interceptaram o poder do governo provisório para ganhar um século mais para a Rússia.

Fontes:

Sergej Nefëdov, Sergej Kará-Murzá, Vasilij Gálin

Por que Putin tem medo de Lenin

7 fatos sobre os últimos Romanov

O oficialismo putinista vs a Revolução

Igreja Ortodoxa vs a Revolução

Dostoevskij sobre os últimos Romanov

Tolstoj sobre a situação em Moscou no tempo dos últimos Romanov