Las fotos de un turista estadounidense, que viajaba mucho por la URSS

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Las fotos de un turista estadounidense, que viajaba mucho por la URSS

Hace poco hablé con una colega de la generación de los años postguerra y la doña me comentó que antes (en los años 60, 70, 80) había mucho más turismo que hoy, sólo venían las naciones que ahora no pueden disfrutar del turismo: polacos, checos, húngaros, rumanos, búlgaros, yugoslavos – pero no solo turistas de la órbita de la URSS, sino también turistas del “mundo capitalista”. Y los paquetes turísticos de antes eran mucho más ricos que hoy: Transiberiano, Cáucaso, Crimea, Asia Central, unas 2 semanas y no un par de dias como ahora. No hablamos de que los mismos rusos viajaban mucho (hoy su movilidad bajó bastante).

O sea son necios los que hablan del autoaislamiento de la URSS. Tampoco se puede hablar de la incomunicación cultural.

Es muy interesante que la industria de la URSS producía en masa las radios de onda corta para captar las emisiones de los países más lejanos. No es de sorprender que en los países del bloque del Este las bandas tan sofisticadas como Uriah Heep, King Crimson, Yes, Pink Floyd, etc. fueran más populares que en el mismo Occidente! Ideológicamente se afirmaban el internacionalismo, aprendizaje de lenguas, abertura cultural [1.]…

Los años 50, 60 eran un punto culminante de la historia rusa, usando las palabras del “nietzsche ruso” – Konstantin Leóntiev, eso fue el período de la “complejidad floreciente”. Las fotos diapositivas de Thomas T. Hammond, un turista estadounidense [2.], reflejan muy bien este espíritu del crecimiento desenfrenado.

Fijese que se trata de un pueblo que recién ganó la guerra mas cruel de la historia de la humanidad: la URSS resistió sola contra toda la Europa movilizada por el fascismo, la guerra devastó la parte europea de la URSS y solo unos años después de la Victoria la URSS llegó a la prioridad en la cosmonáutica, industria atómica sin hablar del campo cultural.

  1. recomendamos el libro de Alexei Yurchak “Everything Was Forever, Until It Was No More: The Last Soviet Generation”.
  2. Hammond no fue un turista simples, fue un enemigo de la URSS, uno de los promotores profesionales de la guerra fria y es irónico que la URSS fue absolutamente abierta para este tipo de hombres, no les tuvo ningún miedo. Mientras a los simpatizantes de la URSS los perseguían y marginalizaban en los EE.UU., la URSS sin ningún problema dejaba viajar por su tierra a sus propios enemigos… http://www.ctevans.net/Historians/Hammond.html

Vea el álbum de Thomat T. Hammond aquí:

Fotos de un turista estadounidense, que viajaba por la URSS

Posted by Guia de Moscú, Guia de Moscou. Private Tours in Spanish/Portuguese on Tuesday, July 4, 2017


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Pskov: MUST SEE (imperdível)

#Pskov

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Pskov, história

Segundo uma das teorias de etnogênese, os povos novos sempre se formam nas fronteiras, pela causa da interação “amizade/guerra”. Assim foi o caso de Kiev (fronteira russa com Khazaria e Império Bizantino), Moscou (área russa no marco da Horda de Ouro), São Petersburgo (literalmente o frente da guerra da Rússia contra a Suécia) [1.]

Um dos centros de etnogênese russa foi também a área de Pskov (300 km de São Petersburgo para sudoeste, 800 km de Moscou para noroeste). Pskov fica a 2 passos da Estônia e a Lituânia atuais. Muito mais antiga que Moscou, até o século XVIII Pskov foi uma das maiores cidades da Europa. Pskov protegia a Rússia das agressões das tribos bálticas, das Ordens Teutónica e Livônia. No período da desintegração feudal Pskov balanceava entre Kiev e Novgorod até quando, no século XV, ficou subordinada a Moscou.

As cidades fronteiriças se diferenciam por sua dualidade: por um lado elas copiam algo de seus vizinhos, por outro lado desenvolvem seu próprio estilo para ser diferentes. Hoje, para algumas pessoas Pskov é uma das “janelas para Europa”, a terra russa “menos infectada” pelo bolchevismo-czarismo-hordismo. É importante saber que depois da catástrofe da aventura dos Romanov na I Guerra Mundial o governo soviético teve de ceder uma parte da região de Pskov ao estado marioneta da Inglaterra – à República da Estónia (a Rússia Soviética estava no caos da guerra civil, invadida pelos 14 estados estrangeiros). Destruída pelos Romanov, a Rússia se recuperou só depois da Vitória da URSS na 2GM. Assim, o povoado Izborsk, um dos símbolos da Rússia (fica a 30 km de Pskov!) em 1920-1940 foi integrado à Estônia. Durante a 2GM em Pskov, ocupada pelos nazistas, se acomodaram o “exército russo da libertação” do traidor Andrei Vlasov, a “Divisão Azul” dos franquistas espanhóis e outros colaboracionistas do fascismo pan europeu. É lógico que para os neonazistas russos o caso de Pskov é muito especial.

Um dos torcedores dessa onda, entrevistado por nós perto de Izborsk, com muito orgulho comentou que durante a guerra civil russa os representantes da tribo local seto, atacando aos russos-vermelhos, não  gritavam “HURRA” como os “untermensch” russos (“hurra” é uma palavra turca, herdada da Horda de Ouro). Os setos, sendo “super homens”, durante seus ataques costumavam simular as vozes de porcos, cachorros, galos, etc. É curioso notar como o anti sovietismo leva ao arcaísmo total… [2.]

#izborsk

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Pskov, arquitetura

Achamos que Pskov tem o segundo posto depois de Moscou pelos seus recursos turísticos… Pelo menos Pskov e seus povoados satélites Izborsk e Pechory estão na mesma altura que São Petersburgo ou Anel de Ouro de Moscou. http://guiademoscu.com/?page_id=670

A arquitetura de Pskov é caracterizada pelo jogo cubista de volumes, por certo primitivismo, não é semelhante com nada. As muralhas das fortalezas aqui não são alinhadas, nem modeladas em estuque, assim as pedras calcárias ficam como uma massa folhada. Na arquitetura de Pskov se inspiraram os gênios tão influentes como Shchusev e Le Corbusier. Alguns expertos até creem, que os autores da Catedral de São Basílio de Moscou (a obra chave da arquitetura russa) fossem da origem de Pskov.

Lamentavelmente Pskov (igualmente a toda a Rússia) está abandonada desde a queda da URSS, a cidade não tem planejamento sério, tem muitos prédios queimados ou abandonados no centro, sem falar dos prédios novos e feios da época de Yeltsin/Putin, que estragam os panoramas geniais de Pskov. Pskov não tem boas rodovias. Ao mesmo tempo há de reconhecer que a parte histórica em geral não está descuidada e as obras da restauração receberam certo financiamento no período da bonança petroleira dos anos 2000.

Una iglesia de #Pskov que inspiró a #lecorbusier a diseñar su #chapelle

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Pskov, rodovia de Moscou

A rodovia é de pista simples, as vezes é difícil ultrapassar um caminhão, por isso a rodovia está “decorada” com muitas tumbas de ambas as beiras (de vítimas de accidentes). Ao mesmo tempo a qualidade da rodovia é bastante alta, se pode conduzir tranquilo a 110 km/hora durante a chuva. A rodovia tem muitos outdoors memoriais, que informam sobre o movimento do frente russo durante a 2GM, sobre as vítimas dos castigadores nazistas, sobre as pérdidas faraónicas dos russos nas batalhas de Rzhev, sobre as fossas comuns, etc. Mas a julgar pelas fazendas soviéticas abandonadas em massa (muitos prédios de concreto armado em abandono!), se pode pensar, que a guerra acabou de finalizar ontem (para muitos russos o dano das “reformas” de Yeltsin/Putin é equiparável com o dano da 2GM). As cegonhas estão em todas partes… Uma até construiu seu ninho em cima dum obelisco perto de Rzhev. As aves tamanhas sobrevoavam a gente como os pterodáctilos. A natureza é fantástica e rica, cada 100 metros da rodovia vendem peles, gordura de urso, castóreo, vodkas com sabores, etc.

#Pskov

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Pskov, a vida alternativa

Como a região de Pskov fica perto de São Petersburgo, lá se organizam os festivais musicais, de cultura étnica, recreações históricas, etc. Há várias comunidades de jovens, que escapam da civilização pós-soviética mediante a vida rural: uns se dedicam à cervejaria, outros montam as fábricas de queijo, visando para o mercado de produtos artesanais kraft, que tem em São Petersburgo. Os joven recuperam as técnicas perdidas de tecido, de construção de lareiras, etc. A ideia é viver sem estado (a isso se reduz a ideologia de putinismo: as matérias primas são só para as elites, o povo tem que aprender a viver sem estado). Mas não é fácil viver na terra, o estado não os deixa em paz. O custo da terra está crescendo (embora que a maior parte da terra esteja abandonada), os impostos sobre a terra também sobem. A medicina estatal degradou até o nível da Idade Média, mas a medicina privada (muito cara) não é melhor. Os “escapistas” precisam de gasolina para levar as crianças à escola do povoado mais próximo. Depois da escola primária a dor de cabeça dos pais aumenta: há de se pensar sobre a educação séria, que é impossível na província… Claro que a vida no campo é muito atrativa, já que é uma tradição da nobreza russa… Mas antigamente os nobres russos tinham escravos, Liev Tolstoi, vivendo em sua Yasnaya Polyana, foi o escritor №1 no planeta e ganhava bastante com seus direitos autorais… As fontes de renda dos “escapistas” de hoje são seus apartamentos em Moscou ou em São Petersburgo, que eles arrendam para os “não moscovitas”. Além disso, eles têm seus pequenos negócios elitistas orientados ao mercado das cidades grandes como São Petersburgo ou Moscou.

A região de Pskov é um ótimo lugar para uma vida alternativa, há muitos locais remotos, e São Petersburgo não é tão agressiva destruindo suas periferias como Moscou. Há pessoas aqui que participam nos programas da reeducação dos jovens criminosos da EU [3.]. Segundo a imprensa russa, esses jovens europeus reeducados nas aldeias da Sibéria ou em outros lugares da Santa Rússia, viram aqui as pessoas normais porque na Europa eles sofrem maus tratos e na Rússia lhes tratamos muito bem. Não é tão simples… Segundo um de nossos informantes um dos tais delinquentes europeus (um turco alemão), localizado na fazenda de um conhecido, durante a festa de Ivan Kupala saiu da sauna com uma suastika pintada em seu frente com carvão e começou a esticar o braço direito, gritando Sieg Heil… O louco roubou 5000 rublos (80 euros) de seu anfitrião e fugiu em um táxi para o aeroporto Pulkovo de São Petersburgo, foi um comportamento típico para os delinquentes russos também, mas isso não dá certo, claro… O caminho para o centro do mundo (que hoje é o Ocidente) nunca foi fácil.

Leia mais:

1. http://guiademoscou.blogspot.ru/2013/12/sobre-o-codigo-cultural-dos-russos.html

2. Numa comunidade alternativa de Izborsk nos encontramos com um neonazista bielorrusso, que nos contou uma história anti soviética, bastante sofisticada, mas típica (o neonazista foi absolutamente “open minded”: cabelo largo, cara tatuada, piercing abundante). Segundo o neonazista durante a crise dos anos 1920 o governo de Lenin quis ganhar o dinheiro produzindo vodka. Mas no país destruído pela guerra civil não havia trigo de centeio. A consulta dos cientistas lhe ofereceu a Lenin produzir a vodka …da merda. Para o neonazista bielorrusso isso é um fato histórico, ele “viu” os “documentos” “com seus próprios olhos”, blablabla… Os operários depois de descobrir o plano de Lenin, se rebelaram… Graças a Deus, essa história em seguida foi desmistificada por um produtor de cerveja, que explicou para o neonazista ridículo que seria impossível produzir a vodka da merda, porque a merda não tem açúcar. Deveria ser uma merda de um diabético! O neonazista resistiu: disse que ele mesmo bebeu muita vodka da merda, que na Bielorússia atual é bastante comum, mas isso já foi outra história…

3. http://www.elcorreo.com/vizcaya/20080118/mundo/reeducacion-siberia-20080118.html


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A moda russa

um rapero pro Putin, vestido de Jojlomá (obra de D.Simachov)

Se você tem interesse pela roupa russa do mercado popular, você pode consultar marcas como BeFree, Oodji, Incity, Ostin, que estão presentes em qualquer shopping de Moscou.

A loja on-line glance.ru também apresenta só os estilistas russos da mesma categoria.

Também você pode encontrar muitas marcas russas no shopping Tsvetnoi, que fica perto do Circo de Moscou no Boulevard Tsvetnoi.

Outra opção é conhecer a feira dos estilistas russos no shopping subterrâneo “Ojotniy Riad”, que fica na saída da Praça Vermelha para a rua Tverskaia.

As marcas russas do segmento superior estão apresentadas nas lojas exclusivas, as vezes essas lojas são equipadas com as salas de exposições.

Consulte as multimarcas russas, como

http://reddesigners.ru/ru/designers/rossijskie/

http://www.sundayupmarket.ru/participants/

http://roomchik.ru/

https://www.facebook.com/AUroom-250895545048003/

A loja on-line familiar (os suéteres, etc. são tecidos pelos parentes das donas da loja) http://mascva.ru/sale/

http://dressone.store/

hooligan style é clássico na Rússia (D.Simachov)

Em TsUM – Loja de Departamento Principal por sua sigla em russo (TsUM é o prédio gótico ao lado do Teatro Bolshoi) você pode encontrar a roupa da famosa adolescente russa, chefa de 100 lojas espalhadas por todo o mundo – Kira Plastínina.

Talvez que seja interessante a loja individual de Cyrille Gassiline.

É bastante famoso também o estilista Denis Simachev, seu salão-bar fica no centro de Moscou, pintado ao estilo de Jojlomá. Simachev foi primeiro quem captou a onda da nostalgia pela URSS: ele começou produzir as camisas com símbolos da URSS e com os retratos de Putin desde o ano 2004, hoje isso virou o mercado popular.

Outros nomes relevantes dos estilistas russos:

http://alenaakhmadullina.com/

http://alenaakhmadullina.com/

http://www.alexanderterekhov.com/ru/

http://annamiminoshvili.blogspot.ru/

http://www.inshade.ru/

https://www.mashatsigal.com/

http://www.novi-natali.ru/

http://alinaassi.com/

http://www.d-nastia.ru/

http://dashagauser.com/

http://www.chekrizova.ru/

http://norsoyan.ru/

http://www.nadianurieva.ru/

http://www.shapovalova.ru/

http://sofistrokatto.com/ru/

https://vassatrend.ru/

http://www.vivavox.ru/

http://www.yanastasia.ru/

http://www.2gt.ru/

http://www.eshipilova.com/

http://www.home-shoes.ru/


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O que levar de presente do Brasil para a Rússia?

– Uma garrafa de cachaça é um ótimo presente. A cachaça é semelhante à vodka caseira russa, conhecida como “samogon” e os russos vão gostar!

– Camiseta da Feb (Força Expedicionária) – os russos quase não sabem nada da participação brasileira na 2GM e eles vão gostar muito da história de como “a cobra fumou”. Aseguramos, que Camiseta da Feb vai ser muito mais original que uma camiseta da seleção brasileira!

– Café? É um presente universal, mas na Rússia se vende bastante café brasileiro, embora este café provavelmente seja falso. Por isto há de presentear com um café 100% autêntico. Erva mate? Pode ser, mas na Rússia ela é mais associada com a Argentina graças aos livros de Julio Cortázar. Não tem associação com o Brasil. Mas como os russos são campeões no consumo de chá, sem dúvida eles vão gostar da erva mate.

– Um disco da Bossa Nova? – legal! Mas o tema, igual ao café, é bastante famoso na Rússia. Não seria melhor levar um disco de Luiz Gonzaga? Os russos são super musicais, sem dúvidas eles vão ficar loucos pelos sucessos como “Pagode Russo” ou “A Vida de Viajante”! O acordeão é muito significativo para os russos. E o chapéu cangaceiro?! É um presente genial para acompanhar um disco de Luiz Gonzaga!

– Calça branca para homem. Melhor que seja do Rio de Janeiro! Parece estranho? Vou explicar. Pelo romance satírico russo “As 12 cadeiras” a calça branca do Rio de Janeiro virou para os russos um símbolo de êxito [1.]. O herói do romance é um aventureiro que considera a Rússia Soviética um país dos inocentes e sonha com enganar o “sistema”, ganhar um milhão e correr para o Brasil, para o Rio de Janeiro, que segundo ele é uma cidade chique, uma cidade de milionários, onde cada homem usa calça branca e nas ruas se dança o charleston intitulado “Minha menina tem uma coisa pequenina”. “Rio de Janeiro – o sonho de cristal da minha infância… 1,5 milhão de pessoas e todas estas pessoas usam as calças brancas”. O Rio de Janeiro de “As 12 cadeiras” é um satírico mito antagonístico à realidade soviética da pós-guerra civil dos anos 1920. O romance “As 12 cadeiras” tornou um dos livros mais lidos na língua russa. Muitas frases do romance hoje são provérbios e memes populares. Calça branca do Rio de Janeiro é um desses memes. Na URSS foram feitos vários filmes baseado neste romance, que também são atualmente uma clássica de ouro do cinema russo.

Claro que nossa lista breve trata-se só dos presentes geniais, mas qualquer presente, até o mais banal possível [2.], sempre é um presente e os russos lhe vão agradecer de todo coração.

  1. https://novaziodaonda.wordpress.com/2009/06/15/as-doze-cadeiras/
  2. Uma lista dos presentes mais banais do Brasil:  http://gazetarussa.com.br/blogs/2013/10/24/melhores_presentes_do_brasil_para_dar_a_um_russo_22447

Leia também: “Dicas para visitar os russos”

 


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Tour panorámico pela literatura russa

É impossível mencionar a todos os escritores e poetas russos num artigo. Há mais literários russos que as estrelas no céu. Vou falar só de alguns escritores reconhecidos mundialmente, que estão conectados com a Revolução, porque este ano celebramos o centécimo aniversário da Grande Revolução Russa.

Um dos museus mais impressionantes de Moscou é o Museu de Vladímir Maiakovski.

http://mayakovsky.museum/small/tour.html

Vladímir Maiakovski foi um poeta-futurista, radical bolchevique, que passou um tempo na prisão dos czares e na época soviética virou um ícone da Revolução Russa. É por isso que seu museu fica ao lado do prédio da KGB, que era uma “ordem dos cavaleiros da espada” da Revolução Russa.

Maiakovski foi bastante privilegiado, quando outros literários conservadores (ou simplesmente muito menos vanguardistas) ficaram no esquecimento e na pobreza. A tragédia pessoal de Maiakovski é uma tragédia da revolução russa. O poeta suicidiou.

Leia mais sobre Maiakovski em nosso blog:

http://guiademoscu.blogspot.ru/2010/07/mayakovski-117.html

Museu Casa de Máximo Gorki também vale muito a pena. Na época soviética a avenida principal de Moscou tinha nome desse escritor (como também a terceira cidade da Rússia Nizhniy Nóvgorod que se chamava simplesmente Gorki). Se Maiakovsi fosse um capitão da revolução, Gorki foi um dos generais. E logicamente sua casa foi o estado maior da literatura russa, que até agora guarda as listas de todos os visitantes. Antes de receber ao escritor proletário a casa pertencia a um dos milionários da época dos czares.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g298484-d302513-Reviews-Gorky_s_House_Ryabushinsky_Mansion-Moscow_Central_Russia.html

Museu finca de Liev Tolstói em Jamóvniki

Se Máximo Gorki foi nomeado para o prêmio Nobel 5 vezes, Liev Tolstói recusou o Prêmio Nobel 16 vezes. Liev Tolstói não gostava do prêmio Nobel, como também ele não gostava de Moscou. Não obstante pela causa de seus filhos ele teve que passar 19 invernos aqui. Liev Tolstói optou por uma casa simples, sem electricidade, sem aqueduto, localizada num bairro dos operários, fora do centro (que contraste com Máximo Gorki!). Justo no período de seu trabalho em Moscou Liev Tolstói virou um “espelho da revolução russa” e foi excomungado pela igreja dos Romanov.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g298484-d530937-Reviews-L_Tolstoi_s_Khamovniki_Memorial_Estate-Moscow_Central_Russia.html

Leia também sobre nosso Liev Tolstói Tour para Yásnaya Poliána.

Museu Apartamento de Mijail Bulgákov

Mijail Bulgákov tinha sido um soviet-cético (por analogia com eurocéticos), e por isso atualmente ele virou um dos escritores mais populares entre as elites da Rússia capitalista/anti soviética. Certas obras de Bulgákov foram super popularizadas nos anos 1980 para promover as ideias do darwinismo social e destruir o estado social na Rússia (hoje na Rússia segundo a estatística oficial 15% da povoação está abaixo da linha da pobreza). Ao mesmo tempo Bulgákov foi um gênio e um dos escritores mais favoritos de Stalin. Stalin pessoalmente preocupou por seu bem-estar (porque os chefes da literatura brigando pela atenção do poder costumavam subestimar a seus colegas: assim foi Boris Pasternak, responsável em parte pela morte do poeta russo Osip Mandelstam, assim foi Iosif Brodskii, que influiu muito em caminhos dos escritores emigrantes da URSS). O apartamento de Mijail Bulgakov fica ao lado do bairro onde começa a história do “Mestre e Margarida”.

http://bulgakovmuseum.ru/en/

Museu Casa de Antón Chéjov

Antón Chéjov é um dos dramaturgos mais conhecidos mundialmente, e a primeira vista ele tinha pouco a ver com a Revolução. É certo que Chéjov não foi tão crítico do regime dos Romanov como Liev Tolstói. Mas seu espírito apolítico, apateista refletiu bastante com os sentimentos pessimistas duma parte das elites russas, que não sabiam e nem queriam saber do país onde elas viviam.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g298484-d530913-Reviews-Chekhov_House_Museum-Moscow_Central_Russia.html

O roteiro pelos museus mencionados no mapa de Moscou (sugiro usar os ônibus e caminhar a pé):


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Liev Tolstói sobre Moscou

Liev Tolstói sobre Moscou:

“Fedor, pedras, luxo, pobreza. Devassidão. Se reuniram os malfeitores, que roubaram o povo, eles recrutaram os soldados, juízes para proteger sua orgia, e banqueteiam. O povo não tem mais nada a fazer se não sacar o roubado, aproveitando-se das paixões dessa gente”.

Essa característica se tornou outra vez atual depois da restauração do capitalismo periférico na Rússia, semelhante ao regime da Rússia dos Romanov. Mas Moscou ainda não é caracterizada pelo fedor – a infraestrutura soviética segue funcionando bem: o transporte público ainda é bastante ecológico (metrô, bondes, trolleys). Os sistemas de aquecimento, geração da energia estão centralizados e bem pensados embora estejam semi-abandonados pelas “reformas” e privatarias de Yéltsin e Putin.

Umas imagens da Rússia dos Romanov que nós tinhamos perdido:

Tomando chá em Mytíshchi, V.Perov

Morta afogada, V.Perov

Troika, V.Perov

Execução dos rebeldes de Pugachov. V.Perov

mulheres russas, arrastando os navios dos ricos

zelador, indicando o quarto por alugar para uma mulher nobre. V.Perov

Vagabundos. Sem casa. V.Perov.

Leilão das coisas de um mau pagador. V.Perov

Num boulevard. V.Makóvski

Benção de um próstibulo. V.Makóvskiy

 


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Ovo de aço, ovo de guerra

“Ovo de aço, ovo de guerra” é um dos 52 ovos da joalheria “Fabergé” produzidos para a família dos imperadores da Rússia Romanov.

Cliente – Imperador Nikolai II, o Sanguinário

Primeira Proprietária – mulher de Nikolai II, Alexandra Fiódorovna, originalmente a princesa alemã Victoria Alix Helena Louise Beatrice von Hessen und bei Rhein

O ovo tem uma brincadeira dentro: um cavalete com uma miniatura de aquarela. A miniatura apresenta o czar Nikolai II com seu filho numa das posições do Exército Russo.

1916 foi o terceiro ano da Primeira Guerra Mundial. Ao final de um ano, em 1917, a Rússia foi sacudida primeiro pela Revolução de Fevereiro, quando os generais mais próximos ao czar fizeram Nikolai II abdicar do trono, e segundo pela Revolução de Outubro (que foi um golpe dos radicais de esquerda contra o governo provisório do capital estrangeiro, o czar Nikolai II já não estava no jogo, ele abdicou do trono em Fevereiro de 1917).

O interessante é que no ano 1916 segundo historiadores foi o ano que a joalheria “Fabergé” recebeu o recorde de ordens dos ricos russos. Em que pesem o recorde de deserções da guerra sem êxito, a fome no campo e nas cidades, as greves em massa e a deslegitimação da coroa.


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Como los turistas sobreviven los inviernos rusos?

No se puede imaginar el centro de Moscú sin la sala de calderas de la MOGES – Planta Eléctrica Estatal de Moscú.

#paseodebarco #moscu #kremlin

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La MOGES es una encarnación genial del proyecto de la modernización de V.Lenin:

“El comunismo es el poder soviético más la electrificación de todo el país”.

Siendo una de las primeras plantas eléctricas de Rusia, la MOGES fue modernizada de la manera radical en los años 20 y se volvió una central no sólo eléctrica sino también térmica. Gracias a la MOGES no solo podemos recargar las pilas de nuestros móviles sino también no morimos de frío en la Armería del Kremlin, podemos visitar con confort los shoppings “GUM”, “Mundo Infantil”, disfrutamos de la ópera en el teatro “Bolshoi”. ¡El centro de Moscú como tal es un hábitat humano solo gracias a nuestra bella MOGES!

La calefacción en la URSS fue centralizada, así que ella no es autónoma como en Occidente o como en la época de los zares, cuando cada edificio tenía su propia caldera y chimenea (hablamos de las ciudades, donde vivía solo un 20% de la población rusa). Hasta hoy mismo ustedes pueden ver estas chimeneas divisar del techo del Hotel Nacional o de cualquier otro edificio antiguo, pero las chineneas no están en función. Poco a poco este sistema de despilfarro de recursos y de contaminación ecológica se puso en vías de extinción. En los países fríos del Occidente también aconteció eso – sobre todo después de la crisis de petróleo de los 1970.

Ahora las plantas electrotérmicas rusas (heredadas de la URSS) producen la electricidad y al mismo tiempo calientan el agua, que por un sistema de tuberías lleva el calor a los radiadores de cada apartamento y cada habitación de su hotel. Las tuberías parten de las plantas y culebrean por debajo del nivel del congelamiento de la tierra, suministrando el agua caliente, indispensable en condiciones del invierno.

La MOGES se encuentra en la orilla del río Moskva y parece un gigantesco barco de vapor, que navega por el río principal de la capital de Rusia.

En 1924 la MOGES protagonizó un evento musical muy especial – “Sinfonía de Sirenas”. El músico Arseni Avraamov preparó un soundtrack bastante original para la celebración urbana del Séptimo Aniversario de la Revolución de Octubre de 1917. Los instrumentos de la “Sinfonía de Sirenas” fueron las chimeneas de las fábricas, bocinas de los trenes, chiflos de buques, disparos de fusiles… El director de esta “orquestra total” se encontraba en el techo de la MOGES para que todos los participantes pudieran verlo de ambas orillas del río Moskva, su batuta fueron las banderas de señales. Tocaron “La Internacional”, “Varshavianka”, “La Marseillaise”… Existe una grabación de la “Sinfonía de Sirenas”, realizada 2 años antes antes en Bakú.

Extraido del libro “Las Cien Mejores Obras Maestras del Vanguardismo Arquitectónico Soviético”. S.O.Jan-Magomédov:

“La sala de calderas de la MOGES es una obra característica del estilo del “constructivismo armonizado”, fenómeno secundario de la escuela neorrenacentista de I.Zholtovski, quien intentaba introducir incluso en las formas de la nueva arquitectura los métodos de armonización de la composición característica del orden arquitectónico clásico. Zholtovski y sus discípulos llevaron a cabo estos experimentos formales en la esfera de la arquitectura industrial.

Fueron proyectadas y construidas algunas obras industriales al estilo del “constructivismo armonizado”, entre las cuales la sala de las calderas de la MOGES la que mayor interés despierta.

Es especialmente expresiva la fachada principal del edificio, en cuya construcción compositiva se pueden observar los métodos de los órdenes arquitectónicos. Los miradores vidriados apareados – algo semejante a poderosas semicolumnas – son concluidas con un original cornisamento en forma de franja horizontal con balcón de galerías y con un ritmo de ventanas cuidadosamente regulado: sobre cada par de miradores hay una ventana horizontal, y sobre los entrepaños de los miradores hay dos pequeños vanos cuadrados. Toda la composición es coronada por tubos que se dilatan hacia arriba (sobre cada par de miradores hay un tubo).

Si le encantan las histórias geniales del proyecto soviético, las tenemos en “cantidades industriales”. Bienvenido a Moscú y disfrute de nuestra página oficial, manejando el buscador.

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Obrero y Koljoziana vs el III Reich

Todo el mundo sabe sobre el monumento a “Obrero y la Mujer-Koljosiana”, una obra maestra de Vera Mukhina, que además hasta el presente sigue siendo el logo de los estudios de cine “Mosfilm”. Podemos ver este monumento recién renovado en una de las entradas al parque VDNKh (por su sigla en ruso – la Exposición de los Logros de la Economía Popular – es un verdadero “Machu Picchu” soviético, que requiere un ensayo aparte). Sin embargo pocos recuerdan que el Monumento al Obrero y la Mujer-Koljosiana también fue uno de los primeros en recibir el golpe del fascismo paneuropeo.

La Exposición Internacional de París de 1937 fue el lugar, donde estrenaron la estatua como pieza central del pabellón soviético. Y claro, los organizadores de la expo en Paris hicieron que el pabellón soviético se situara justo enfrente del pabellón nazi. Como si unas fuerzas siniestras (para identificarlas hay que solo ver la lista de los organizadores) quisieran que los rusos y los alemanes se enfrentaran para aniquilarse.

“Hubo incomodidad, porque resultó que el nuestro grupo “Obrero y Koljosiana” volaba como un torbellino justo frente a los fascistas, – memoraba Vera Mukhina. – Pero fue imposible dar vuelta a la escultura, ya que iba en el sentido del edificio nazi. <…> Los alemanes estuvieron mucho tiempo en espera, queriendo saber la altura de nuestro pabellón junto con el grupo escultural. Y cuando lo determinaron, entonces edificaron sobre su pabellón, una torre 10 metros más alta que la nuestra. Y por encima sentaron un águila. Pero el águila se quedó demasiado pequeña para tal altura y tuvo un aspecto bastante apocado”.

Hay que subrayar, que el padre del Obrero y la Koljoziana fue el arquitecto Borís Iofán (el nombre clave para el estilo imperio de la época). Como escribió Borís Iiofán, “muy pronto nació la imagen de un joven y una muchacha, que personificaban a los dueños de la tierra soviética: la clase obrera y el campesinado koljoziano. Ellos estaban alzando muy alto el emblema de la URSS, la hoz y el martillo”. Sin embargo, algunos críticos dicen que esta imagen ya había sido repetida varias veces en aquel entonces, y que lo que hizo Iofán fue acudir categóricamente a lo que flotaba en el aire. Al mismo tiempo el secretario de Borís Iofán afirmó, que el arquitecto había sido inspirado por la estatua clásica “Tiranicidas”.

El pabellón alemán fue una obra de Albert Speer, el arquitecto predilecto de Hitler (y Ministro de Armamentos y Guerra en futuro). Como cuenta Speer en sus memorias, él logró penetrar al despacho donde se guardaban los diseños del rival – del pabellón soviético. Y entonces él descubrió de antemano que el pabellón soviético, adornado con las estatuas gigantes de Obrero y Koljosiana, encarnaba el embate de acero. El edificio fue todo un movimiento de formas horizontales, crecientes, hasta convertirse en la vertical de un pilón despegándose de la tierra. Vera Mukhina expresó muy bien el movimiento del pueblo soviético hacia adelante, hacia el comunismo. Y el pabellón alemán, construido en forma de la cifra romana “III”, según Speer, tenía que parar este embate.

Al lado de la torre gigante del pabellón alemán fue instalado un grupo escultural de Josef Thorak “Comandita”, cuyas figuras querían simbolizar la potencia de la Alemania Nazi.

“Speer contra Iofan con Mukhina. El águila contra la hoz y el martillo. El brutal clasicismo nórdico contra el constructivismo rojo, – comenta un blogger ruso varjag-2007. – Alemania contra la URSS. El resultado, el escudo enorme del Reich Nazi – el águila, agarrando la esvástica – se quedó directamente cara a cara con el obrero y la koljosiana. Sin embargo, la dinámica fantástica de la estatua soviética, subrayada por el crecimiento de las masas arquitectónicas del pabellón, dominó tanto en el panorama de la rivera de Sena, que la torre estática nazi no solo no pudo parar su corrida ligera, sino que pareció simplemente un obstáculo bobo”.

Alexei Zamkov, el marido de Vera Mukhina (el famoso médico, prototipo del profesor Preobrazhenski de la novela “Corazón de perro”) recordaba, que “Un día, poco antes de la terminación de las obras, vino uno de los obreros españoles que trabajaban cerca en el pabellón de la España republicana, y nos aconsejó revisar urgentemente las cabrias. Y no fue en vano. Uno de los cables estaba un poco aserrado. En el caso de ponerle carga esa cabria se hubiera roto sin remedio, lo que provocaría en su turno la destrucción irrecuperable de la estatua. Llamada en seguida la policía de París, se quedó hecha una pieza y puso cara de que eso no podía ser, porque eso no podía ser nunca: “En París, monsieur, estas cosas simplemente no se hacen”. Aquella misma tarde los voluntarios de los emigrantes rusos, partidarios de la idea de Stalin de la construcción del socialismo en un solo país, se pusieron a vigilar el terreno del pabellón soviético.

Igual que los amigos, aparecieron los detractores, – recordaba Vera Mukhina. – Nos perseguían los corresponsales fotográficos de ciertos periódicos burgueses que querían sacar fotos del pabellón junto con la escultura antes de que todo estuviera listo. Las piezas de hierro desarmadas tenían un aspecto poco atrayente”.

Los obreros de Francia, y sobre todo, de España, al pasar por el sector soviético, entraban al solar de construcción y saludaban a las cabezas gigantes, que todavía estaban en la tierra, con el movimiento de la mano cuyos dedos fueron apretados en el puño.

¡Sus nietos y tataranietos, como todos los demas, son bienvendios a Rusia! El obrero y la koljoziana les esperan en la feria VDNKh.


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Remeros del rio Volga

1331202361_burlaki-na-volge“…El cuadro de Répin “Remeros del rio Volga” (1871-1873, Museo Estatal Ruso) es una combinación de dos tradiciones épicas: de la tradición etnográfica de Vereshchágin y de la tradición ética de Kramskoi; para decir con más precisión, es una narración del trama de Kramskoi en la lengua de Vereshchágin.

Primero, “Remeros del rio Volga” se perciben más bien como un sensacional circo etnográfico (Vereshchágin incluso tiene un bosquejo de remeros). Es verdad, que los remeros – es un trama típico propio a la “serie de Turquestán” de Vereshchágin, es una crítica de la barbariedad de costumbres: el uso de la gente como bestias de carga es tan salvaje como esclavitud y calabazos, los derviches y los come-opio (los que comen opio). Desde este punto de vista Rusia, que pretende llamarse un civilizado estado europeo, de hecho resulta ser un país “oriental”, el que si no es sujeto a una conquista, por lo menos es sujeto a una reformación radical. Por supusto, es una visión de un observador  extranjero, reportero (o periodista político), turista. Y parece que los “Remeros del rio Volga” esten destinados justo para los espectadores extranjeros. En parte esto se comprueba con la popularidad de los “Remeros” en las Expo Mundiales de 1873 y 1878 (en 1873 en Viena ellos reciben el reconocimiento en forma de una medalla de bronce “Por el arte”). Según memorias del mismo Répin, el dueño del cuadro, que fue el gran príncipe Vladímir Alexándrovich, solía quejarse de lo que la “pared siempre esta vacia”, ya que le “constantemente piden el cuadro para las diferentes exposiciones extranjeras”.

Sin embargo los “Remeros” también pueden ser interpretados éticamente y de modo idealista, en el espíritu de Kramskoi y Yaroshenko, como una comunidad, como un “coro” (multitud de “guardabosques” y “fogoneros” – son cuadros de Kramskoi y de Yaroshenko respectivamente). <…> Tal interpretación del pueblo ruso abarca no solo su fuerza física sino tamibén su humildad, con esto no se trata de humildad resignante, melancólica y desesperada, como en “La última taberna a la entrada a la ciudad”, sino de la humildad tranquila, que somete al hombre – y al pueblo en su integridad – a las leyes eternas de la naturaleza, universo y destino. <…> …El remero remolcando una interminable barcaza travez de los milenios de la historia es la encarnación del hombre ruso par excellence, una metáfora universal.

Lo que en el contexto de Vereshchágin se interpretaba “negativo” (etnograficamente): tanto la tranquilidad épica, como la épica distancia, en el contexto de Kramskoi puede ser interpretado “positivo” (éticamente); en realidad cualquier opinión sobre los “Remeros” es justa. La habilidad de Répin de crear una fórmula universal del gran estilo conveniente tanto al poder como a los intelectuales liberales y a los extranjeros (con sus mitos de Rusia) es asombrosa”.

Extraido  del libro de Alexei Bóbrikov “La otra historia del arte ruso”.