Moscou para as crianças

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Moscou para as crianças

É bastante comum que as pessoas venham para Moscou em família: os pais com seus filhos pequenos, sejam crianças ou adolescentes. É absolutamente normal, porque a capital russa tem muito a oferecer para o turismo familiar. Abaixo damos algumas dicas de lugares para se disfrutar de Moscou em familia:

Parque Zoológico e Planetário

O Planetário de Moscou está situado diretamente na área do Parque Zoológico, por isso ambas visitas podem ser feitas no mesmo dia. Nosso planetário é um dos maiores no mundo, fica no Anel dos Jardins – https://goo.gl/maps/NVbb5o341kk É mais prático ir ao Planetário de táxi ou de ônibus “B”. Aqui você tem a página oficial do Planetário de Moscou: http://www.planetarium-moscow.ru/en/

O planetário tem muitas programações em inglês. Uma das programações mais universais (serve para os russos e para os estrangeiros) é o filme 5D, “Vôo sobre Moscou”. Chuva, vento e vibração dos assentos – tudo isso cria ilusão dum vôo sobre a cidade: sobrevoamos a Praça Vermelha e outros lugares emblemáticos, voamos por dentro das câmaras dos czares, dentro dos túneis de metrô, etc.

O Zoológico de Moscou é um dos mais antigos na Europa, entra no TOP 10 mundial dos zoos mais visitados. Fica no Centro, no Anel dos Jardins mesmo, assim, que passeando pelo Zoo, vocês sempre podem ver um arranha-céu estalinista – o prédio da Praça da Rebelião de 1905 (renomeada hoje para “Praça Kúdrinskaya”, que já não tem significado nenhum). O Zoo nosso tem várias entradas. Uma fica perto da entrada do Planetário, a entrada principal está aqui: https://goo.gl/maps/GHcKZDSSTPE2 As meninas ficarão impressionadas pela gorila Ama, que não tem um braço, e por uma loba-do-ártico com perna torcida, efeito da armadilha de um caçador, que ela sofreu quando era pequena. Se suas crianças têm interesse pela biologia, também podemos sugerir o Museu Charles Darwin: http://www.darwinmuseum.ru/pages/about-museum

Torre Ostánkino (atenção: 7+) e Parque VDNKh

Segundo a experiência de nossos pequenos clientes (antes de tudo, dos meninos) a visita à Torre Ostánkino deixa umas das impressões mais fortes de Moscou. A torre tem um mirante de tirar o fôlego, um restaurante giratório (que se chama o “Sétimo Céu”) e um bar. A página da torre em ingês: http://tvtower.ru/en/services/buro/

A subida à Torre Ostánkino se combina perfeitamente com visita ao parque VDNKh (feira dos êxitos da economia popular em russo, um artefato genial do período da URSS). O parque VDNKh é um Machu Picchu soviético, que além dos pavilhões temáticos, hoje tem muitas oficinas para as crianças e vários espaços de brincadeira, um recreio desenhado ao estilo cósmico fica ao lado do maquete de nosso transbordador espacial BURAN. Pelos invernos o parque VDNKh se torna a maior pista de gelo da Rússia, é o melhor lugar para patinar em Moscou (tanto no gelo, como no asfalto pelos verões). O parque VDNKh tem um oceanarium novo, tem uma granja, onde as crianças podem ter contato com os animais, tem lagos para pescar, etc. É um parque para passar uns 5 anos. A página do parque VDNKh em ingês: http://vdnh.ru/en/

Na área do parque VDNKh fica também um Museu que pode ser interessante para as crianças e adolescentes: Museu da Cosmonáutica – sugerimos visitar este museu e parque VDNKh com guia, porque a história da cosmonáutica soviética, igual à história económica da URSS não é simples para compreender com ajuda da Wiki. A página do Museu da Cosmonáutica: http://www.kosmo-museum.ru/?locale=en

Além da Torre Ostánkino, outro mirante que recomendamos é o Mirante do shopping “Mundo Infantil”, pelo caminho ao mirante, que fica no 6to andar sugerimos passar pela “Exposição dos Brinquedos do Período Soviético”. O shopping “Mundo Infantil” fica no coração de Moscou, na Praça Lubiánka, tem uma praça da alimentação no 6to andar. Atenção: ao entrar ao shopping vão direto para os elevadores e logo para o mirante do andar, no caso contrário sua família pode ficar na bancarrota. O endereço do shopping: https://goo.gl/maps/TAhGofi8zxT2

Moscou militar

O pequeno e íntimo Museu da Defesa de Moscou recria muito bem as condições de vida do dia a dia da capital russa durante a Batalha de Moscou: http://www.gmom.su/ (embaixo da página o museu tem uma apresentação em inglês: horários, endereço, etc.)

Se suas crianças têm muito interesse pela guerra, também recomendamos o Museu Central da Grande Guerra Patriótica, que fica no Parque da Vitória. Este museu, dentre muitas coisas, tem uma recreação impressionante do Assalto de Berlim, além duma exposição dos armamentos ao ar livre. A página do Museu Central da Grande Guerra Patriótica: http://victorymuseum.ru/ (no canto esquerdo superior da tela vocês podem ativar a tradução da página para o português). Outro local, onde se pode ver muito mais armamentos russos, é o Museu das Forças Armadas: https://goo.gl/maps/Dyp8SvPFqeM2

É bastante conhecido também o Bunker-42: esse museu tem muito potencial, mas é caro demais e seu conteúdo não corresponde ao preço cobrado. Cada ano é pior por causa da primitividade, vulgaridade e mercantilismo de seus gerentes, embora pudesse seriamente ser um Museu da Guerra Fria. Mas para as crianças é uma opção muito boa! http://bunker42.com/eng/

Parques e Jardins de Moscou

Os parques e jardins de Moscou são deveras geniais e tem muitas atrações tanto para os adultos como para as crianças. Áreas da recreação ativa são acessíveis nos parques Sokólniki, Izmáilovo, Filí, Meshcherskiy. Os jardins Bauman e Ermitagem quase todo fim de semana de verão tem algum evento para as crianças e para seus próximos. Não mencionamos aquie o parque Zariádie que fica perto da Praça Vermelha, porque é um “MUST SEE” №2 depois da Praça Vermelha mesma.

Circos de Moscou

Moscou tem vários circos, o circo mais histórico é o Circo Nikulin no Boulevard Tsvetnoi. Mas também aparecem os circos novos, que às vezes tem as programações bem fortes: como, por exemplo, o Circo das Fontes Dançantes “Aquamarine” (síntese das fontes dançantes, patinagem artística, palhaçada do nível mundial e certos shows do nível intergalaxial – como o show da família Markin (prêmio do Festival Internacional do Circo em Monte Carlo): https://goo.gl/maps/cwjCgCufv522

P.S.

Se vocês vão passar muito tempo em Moscou, claro que vocês vão descobrir muitas atrações, que não mencionamos:

Túnel de vento, https://i-fly.su/contacts/

Tiro “Laberinto”, http://www.strelclub.ru/

Bio Estação de Alces na Reserva Nacional “Ilha dos alces”, http://elkisland.ru/index/ehkskursii/0-8

Parque Patriot, https://patriotp.ru/

Para as crianças apaixonadas por dinossauros sugerimos o Museo Paleontológico, https://www.paleo.ru/museum-en/

E muitas outras. Além disso sempre podem encontrar algo interessante para as crianças nos calçadões de Moscou, que cada ano conquistam mais espaço no centro da Terceira Roma.


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“Um tal. 1917”

Está se aproximando o dia 7 de novembro de 2017, que é o dia que se comemora o centésimo aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917. O evento, em geral, é ignorado na Rússia, mas o oficialismo tem que fazer algo, não tem? Porque, sem dúvidas, o interesse mundial pela Revolução Russa é grande, e o próprio povo russo ainda não se esqueceu totalmente da mudança que levou a Rússia de República das Bananas (os últimos Romanov) para uma superpotência (URSS). Ainda que as gerações jovens sejam idiotizadas pela propaganda da derrota e da restauração dos anos 1985-2017.

No museu oficialista de arte contemporânea “Galeria Tretyakov do século XX” foi aberta há pouco tempo a exposição “Um tal. 1917”. Sem chamar muito a atenção, claro… Quando o oficialismo quer promover algo, ele promove por todos os canais de televisão, nos horários de grande audiência. Falam sobre alguma chegada das relíquias de São Nikolai à Rússia e assim se formam as filas intermináveis para venerar essas relíquias (embora que em muitas igrejas russas SEMPRE haja relíquias de São Nikolai e por isso não deve haver agiotagem nenhuma). Então, não há barulho nenhum pelo motivo da exposição “Um tal. 1917”. Mas a exposição é interessante para compreender a postura do oficialismo.

Quanto à arte visual russa, sem falar da iconografia ortodoxa, o “monopólio natural” da Rússia é a vanguarda soviética: Tatlin, Rodchenko, Kandinsky, Malevich, Chagall, Deineka, Petrov-Vodkin, etc. São os ícones da arte do século XX, os nomes inseparáveis da Revolução Russa. Por isso a tarefa do oficialismo reacionário é no mínimo separá-los da Revolução e no máximo, se são absolutamente inseparáveis, desprezá-los.

A mensagem da exposição dedicada ao aniversário da revolução que o museu principal do país quer enviar para o público é seguinte: a democracia é muito questionável… Por isso a exposição se abre com o “desmascaramento” do “mito do povo russo”. Desde Fyodor Dostoiévski, os intelectuais russos tratavam o povo russo como a única fonte de verdade, como um povo “porta-Deus” (portador da ideia de Deus). Todo o movimento intelectual russo girava em torno do populismo, no sentido de libertar o povo escravizado pelos Romanov (que levaram o nosso povo até quase um estado animal). Os sucessos do período soviético na ciência, arte, esporte, guerra e economia são uma consequência da realização deste sonho dos populistas russos. Então, a visão atual do oficialismo é diferente, o povo não é “portador de Deus”… Os curadores da exposição “Um tal. 1917” destacam a obra de Boris Grigoriev, que apresentou o nosso povo como uma plebe. Que caras cruéis, ignorantes, perigosas… Lembre da russofobia de Ivan Bunin (premiado por sua russofobia com o Nobel em 1933): “Suas vozes são uterinas, primitivas. Os rostos das mulheres são como da Chuváchia, da Mordóvia, os rostos dos homens, todos como regra, são criminosos, alguns são diretamente de Sakhalin. “E quantos rostos são pálidos, de maçãs salientes, surpreendentemente assimétricos entre a plebe russa – quantos são os indivíduos atávicos, fortemente amassados no atavismo mongol!” (extraido dos “Dias malditos”, um livro de Bunin, onde o autor sonha com a ocupação da Rússia pelos alemães).

Claro que os conteúdos principais da exposição são: Tatlin, Rodchenko, Kandinsky, Malevich, Chagall, Deineka, Petrov-Vodkin, etc. Mas no final, para que o espectador não se esqueça da mensagem do oficialismo, oferecem um “epílogo” do qual se pode deduzir que é provável que todos os gênios da arte soviética tivessem uma moralidade dupla e que talvez trabalhassem de um jeito genial contra sua vontade, pelo medo, etc. Assim o oficialismo profana a coisa mais sagrada da arte russa: a vanguarda soviética.


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Igreja Ortodoxa Rússa vs Revolução

I. DAESH Ortodoxo vs a Revolução Russa

Na Rússia em geral se ignora o Centésimo aniversário da Revolução Russa. O Museu da Revolução em Moscou (renomeado para o museu da história contemporânea já faz um tempo para apagar do nome da “revolução”) foi fechado pelas obras durante toda a temporada alta de ano 2017. No outono de 2017 nos vão apresentar pela televisão estatal umas séries com a única mensagem que Lenin fosse um espião alemão (1). Na Avenida Sajarov em Moscou estão erguendo um monumento às vítimas de GULAG (“Muralha das Lamentações”). O regime continua promovendo a religião e o culto quase oficial dos Romanov (2). Ao mesmo tempo é onipresente a nostalgia soviética da maioria esmagadora da população russa, mas se trata de uma nostalgia formal, bem filtrada das ideias da igualdade, do progresso ou do socialismo (3).

A única notícia é a estreia do filme “Matilde”. Não vimos este filme, mas é fácil compreender o conteúdo dele.

Matilde Kschessinska foi uma bailarina brilhante, leoa secular de São Petersburgo, amante de vários caras da família dos últimos Romanov, de Nikolai II, entre eles. Matilde Kschessinska também participou ativamente nos esquemas de desvio do dinheiro público, destinado para o exército, durante o governo “genial” de Nikolai II. Segundo um dos apócrifos, quando logo depois da derrota russa em Tsushima (4), a bailarina apareceu na cena do Teatro Mariinskii e como sempre cheia dos brincos de diamantes, o público começou a gritar: “Aí estão nossas canhoneiras novas! Estão em seus ouvidos!”… (5) Depois da Revolução de Fevereiro a mansão de Matilde Kschessinska foi ocupada pelos bolcheviques e virou o quartel-general da Grande Revolução Socialista de Outubro. Claro que toda essa história é um presente para qualquer diretor de cinema na véspera do aniversário de 100 anos da Revolução, não é?

E tal filme foi feito, é lógico, mas sua estreia foi acompanhada pelos ataques quase terroristas contra os prédios de cinema, que sediaram este filme, contra os autores, etc. Os protagonistas dessa intolerância primitiva foram uns radicais de um tal chamado “Estado Ortodoxo”, ou seja, um análogo de DAESH, só “ortodoxo”. Os radicais foram apreendidos pela polícia russa e o governo russo inteligentemente em seguida distanciou do barulho em torno dessa história. Embora que, sem dúvidas, a mesma existência de tais radicais “ortodoxos” fosse um produto direto da decadência cultural dos últimos anos (“mais igrejas, menos escolas”). Os radicais “ortodoxos” acham que nenhuma crítica de seu São Nikolai II deve ser aceitada…

II. Igreja Ortodoxa Russa, legitimando o oligarcado

Achamos que a religião é um fenômeno bem complexo (leia, por exemplo, “Big Gods: how religion transformed cooperation and conflict” de Ara Norenzayan). Na história russa a religião teve seus tempos altos e baixos (6) e até num certo sentido a religião ortodoxa inspirou o comunismo russo (7), ao mesmo tempo no caso dos Romanov a Igreja virou um mero Ministério de Ópio para o Povo e em parte de tal jeito a Igreja funciona agora, sua missão principal é deslegitimar o período soviético e legitimar o regime dos oligarcas atuais. Além disso a Igreja Ortodoxa Rússia atual foi super influida nos anos 1990 pela Igreja Ortodoxa Rússa no Exterior, aquela igreja que colaboró com os nazistas durante a IIGM e com a CIA durante a Guerra Fría.

E sua propaganda é bem efetiva. Nessa semana trabalhamos com um motorista – fanático ortodoxo, que a cada minuto queria-nos “cristianizar”, apresentando todo o pacote dos “mems” da igreja atual, que lhes oferecemos abaixo:

Quanto à desigualdade africana na Rússia: “não é nosso assunto, temos que ser humildes e pensar só em nossas almas”.

Quanto ao consumo dos produtos de luxo pelos padres e hierarcas da Igreja Ortodoxa Russa: “como disse o padre Teognost da Laura de São Sergio, os monges são filhos de Deus e devem ter os brinquedos adequados, seus Mercedes e BMWs é sua forma de humildade, é sua cruz, não temos que pensar nisso”.

Quanto à ideia de trocar os Mercedes e BMWs dos popes pelos remédios para as crianças: “Quem é você para pensar sobre esse assunto?! O sofrimento humano também é um plano de Deus!”

Nosso motorista não podia controlar seus nervos, gritava muito, nos insultava, e nossos turistas do Paraguai até ficaram assustados.

III. Neoconservadorismo forma parte da Reforma de Choque

Também é interessante dizer como começou nosso contato com nosso motorista fanático: ao iniciar o City Tour eu pedi ao motorista que nos levasse para o Hotel “Moscou”. Todo o mundo em Moscou conhece esse hotel “Moscou”, obra-mestre do arquiteto Shchusev, mas ultimamente esse hotel foi renomeado para Four Seasons (profanação do regime dos oligarcas). Mas nosso motorista não sabia. Então, eu expliquei para o motorista que agora esse hotel se chama Four Seasons, mas nós os russos devemos estar conscientes aos nomes de verdade. O motorista comentou: “Então, você é um liberal?!”. Ou seja para ele qualquer forma de questionar o putinismo é ser liberal!.. Quando de fato eu era um conservador (quero “conservar” os nomes autênticos) e o liberal era ele (torcendo por Four Seasons, propriedade de Bill Gates e algum príncipe saudita). Disso eu posso concluir que a Igreja Ortodoxa Russa de fato pode legitimar qualquer coisa, seja putinismo ou algum governo mais pro Ocidente. Muitos até acham que o conservadorismo ortodoxo foi importado da Gringolândia junto com as ideias da economia de mercado ou da guerra sagrada de todos contra todos, que justifica a  concorrência, desigualdade e canibalismo. A Igreja Ortodoxa Russa forma parte do pacote do  neoconservadorismo moscovita, que é uma cópia do neoconservadurismo yankee. E esse neoconservadorismo macaqueado já deu um grande trabalho nos últimos 30 anos!

  1. Por que Putin tem medo de Lenin?
  2. Desestalinização dos Romanov
  3. Eterno retorno de Stalinismo
  4. https://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Tsushima
  5. Leia também: http://guiademoscu.com/?p=1061
  6. http://guiademoscu.blogspot.ru/2010/09/sopa-de-las-cebollas-de-las-cupulas.html e http://guiademoscu.blogspot.ru/2013/02/el-mito-de-la-persecusion-de-la-iglesia.html
  7. http://guiademoscu.blogspot.ru/2012/07/sermon-de-la-montana-como-el-codigo-del.html

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A moda russa

um rapero pro Putin, vestido de Jojlomá (obra de D.Simachov)

Se você tem interesse pela roupa russa do mercado popular, você pode consultar marcas como BeFree, Oodji, Incity, Ostin, que estão presentes em qualquer shopping de Moscou.

A loja on-line glance.ru também apresenta só os estilistas russos da mesma categoria.

Também você pode encontrar muitas marcas russas no shopping Tsvetnoi, que fica perto do Circo de Moscou no Boulevard Tsvetnoi.

Outra opção é conhecer a feira dos estilistas russos no shopping subterrâneo “Ojotniy Riad”, que fica na saída da Praça Vermelha para a rua Tverskaia.

As marcas russas do segmento superior estão apresentadas nas lojas exclusivas, as vezes essas lojas são equipadas com as salas de exposições.

Consulte as multimarcas russas, como

http://reddesigners.ru/ru/designers/rossijskie/

http://www.sundayupmarket.ru/participants/

http://roomchik.ru/

https://www.facebook.com/AUroom-250895545048003/

A loja on-line familiar (os suéteres, etc. são tecidos pelos parentes das donas da loja) http://mascva.ru/sale/

http://dressone.store/

hooligan style é clássico na Rússia (D.Simachov)

Em TsUM – Loja de Departamento Principal por sua sigla em russo (TsUM é o prédio gótico ao lado do Teatro Bolshoi) você pode encontrar a roupa da famosa adolescente russa, chefa de 100 lojas espalhadas por todo o mundo – Kira Plastínina.

Talvez que seja interessante a loja individual de Cyrille Gassiline.

É bastante famoso também o estilista Denis Simachev, seu salão-bar fica no centro de Moscou, pintado ao estilo de Jojlomá. Simachev foi primeiro quem captou a onda da nostalgia pela URSS: ele começou produzir as camisas com símbolos da URSS e com os retratos de Putin desde o ano 2004, hoje isso virou o mercado popular.

Outros nomes relevantes dos estilistas russos:

http://alenaakhmadullina.com/

http://alenaakhmadullina.com/

http://www.alexanderterekhov.com/ru/

http://annamiminoshvili.blogspot.ru/

http://www.inshade.ru/

https://www.mashatsigal.com/

http://www.novi-natali.ru/

http://alinaassi.com/

http://www.d-nastia.ru/

http://dashagauser.com/

http://www.chekrizova.ru/

http://norsoyan.ru/

http://www.nadianurieva.ru/

http://www.shapovalova.ru/

http://sofistrokatto.com/ru/

https://vassatrend.ru/

http://www.vivavox.ru/

http://www.yanastasia.ru/

http://www.2gt.ru/

http://www.eshipilova.com/

http://www.home-shoes.ru/


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Tour panorámico pela literatura russa

É impossível mencionar a todos os escritores e poetas russos num artigo. Há mais literários russos que as estrelas no céu. Vou falar só de alguns escritores reconhecidos mundialmente, que estão conectados com a Revolução, porque este ano celebramos o centécimo aniversário da Grande Revolução Russa.

Um dos museus mais impressionantes de Moscou é o Museu de Vladímir Maiakovski.

http://mayakovsky.museum/small/tour.html

Vladímir Maiakovski foi um poeta-futurista, radical bolchevique, que passou um tempo na prisão dos czares e na época soviética virou um ícone da Revolução Russa. É por isso que seu museu fica ao lado do prédio da KGB, que era uma “ordem dos cavaleiros da espada” da Revolução Russa.

Maiakovski foi bastante privilegiado, quando outros literários conservadores (ou simplesmente muito menos vanguardistas) ficaram no esquecimento e na pobreza. A tragédia pessoal de Maiakovski é uma tragédia da revolução russa. O poeta suicidiou.

Leia mais sobre Maiakovski em nosso blog:

http://guiademoscu.blogspot.ru/2010/07/mayakovski-117.html

Museu Casa de Máximo Gorki também vale muito a pena. Na época soviética a avenida principal de Moscou tinha nome desse escritor (como também a terceira cidade da Rússia Nizhniy Nóvgorod que se chamava simplesmente Gorki). Se Maiakovsi fosse um capitão da revolução, Gorki foi um dos generais. E logicamente sua casa foi o estado maior da literatura russa, que até agora guarda as listas de todos os visitantes. Antes de receber ao escritor proletário a casa pertencia a um dos milionários da época dos czares.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g298484-d302513-Reviews-Gorky_s_House_Ryabushinsky_Mansion-Moscow_Central_Russia.html

Museu finca de Liev Tolstói em Jamóvniki

Se Máximo Gorki foi nomeado para o prêmio Nobel 5 vezes, Liev Tolstói recusou o Prêmio Nobel 16 vezes. Liev Tolstói não gostava do prêmio Nobel, como também ele não gostava de Moscou. Não obstante pela causa de seus filhos ele teve que passar 19 invernos aqui. Liev Tolstói optou por uma casa simples, sem electricidade, sem aqueduto, localizada num bairro dos operários, fora do centro (que contraste com Máximo Gorki!). Justo no período de seu trabalho em Moscou Liev Tolstói virou um “espelho da revolução russa” e foi excomungado pela igreja dos Romanov.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g298484-d530937-Reviews-L_Tolstoi_s_Khamovniki_Memorial_Estate-Moscow_Central_Russia.html

Leia também sobre nosso Liev Tolstói Tour para Yásnaya Poliána.

Museu Apartamento de Mijail Bulgákov

Mijail Bulgákov tinha sido um soviet-cético (por analogia com eurocéticos), e por isso atualmente ele virou um dos escritores mais populares entre as elites da Rússia capitalista/anti soviética. Certas obras de Bulgákov foram super popularizadas nos anos 1980 para promover as ideias do darwinismo social e destruir o estado social na Rússia (hoje na Rússia segundo a estatística oficial 15% da povoação está abaixo da linha da pobreza). Ao mesmo tempo Bulgákov foi um gênio e um dos escritores mais favoritos de Stalin. Stalin pessoalmente preocupou por seu bem-estar (porque os chefes da literatura brigando pela atenção do poder costumavam subestimar a seus colegas: assim foi Boris Pasternak, responsável em parte pela morte do poeta russo Osip Mandelstam, assim foi Iosif Brodskii, que influiu muito em caminhos dos escritores emigrantes da URSS). O apartamento de Mijail Bulgakov fica ao lado do bairro onde começa a história do “Mestre e Margarida”.

http://bulgakovmuseum.ru/en/

Museu Casa de Antón Chéjov

Antón Chéjov é um dos dramaturgos mais conhecidos mundialmente, e a primeira vista ele tinha pouco a ver com a Revolução. É certo que Chéjov não foi tão crítico do regime dos Romanov como Liev Tolstói. Mas seu espírito apolítico, apateista refletiu bastante com os sentimentos pessimistas duma parte das elites russas, que não sabiam e nem queriam saber do país onde elas viviam.

https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g298484-d530913-Reviews-Chekhov_House_Museum-Moscow_Central_Russia.html

O roteiro pelos museus mencionados no mapa de Moscou (sugiro usar os ônibus e caminhar a pé):


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Mar de minha filhinha

Minha filhinha de 3 anos me pergunta sobre a grande âncora na Praça Cesar Kúnikov… Hmmm. Lhe explico que antes na Praça Cesar Kúnikov havia um cinema, chamado “Novorossiysk” – em honra de uma cidade portuária do Mar Negro. Assim, a conexão entre a âncora e o mar fica bastante evidente.

Minha filha sabe o que é uma âncora, só não entende porque a âncora está na praça. Hoje o cinema “Novorossiysk” já não existe. Mas a âncora perdura em seu lugar.

Não contei a ela que a Praça Cesar Kúnikov tem o nome de um herói da Grande Guerra Pátria. Cesar Kúnikov foi comandante de um pelotão de desembarque que conseguiu retomar dos nazistas um ponto estratégico no Mar Negro justo ao lado da cidade de Novorossiysk. Só falei da cidade portuária, mar, cinema, que já não existe. Mas minha filha não aceitou uma explicação tão chata…

Não, pai, você está errado! Antes aqui não havia nem rodovia, nem prédios, nem cinema, nem esse bairro – nada, senão um mar! Então essa âncora é de um barco, que navegou por esse mar. O barco afundou, todos os passageiros morreram e a âncora ficou nesse lugar. Depois a água foi embora, veio a gente e a gente construiu tudo que temos agora aqui: rodovia, prédios, cinema, etc. Entendeu?

Eu entendi que minha filha é uma guia instintiva, sabe inventar as histórias melhor que seu pai…


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Liev Tolstói sobre Moscou

Liev Tolstói sobre Moscou:

“Fedor, pedras, luxo, pobreza. Devassidão. Se reuniram os malfeitores, que roubaram o povo, eles recrutaram os soldados, juízes para proteger sua orgia, e banqueteiam. O povo não tem mais nada a fazer se não sacar o roubado, aproveitando-se das paixões dessa gente”.

Essa característica se tornou outra vez atual depois da restauração do capitalismo periférico na Rússia, semelhante ao regime da Rússia dos Romanov. Mas Moscou ainda não é caracterizada pelo fedor – a infraestrutura soviética segue funcionando bem: o transporte público ainda é bastante ecológico (metrô, bondes, trolleys). Os sistemas de aquecimento, geração da energia estão centralizados e bem pensados embora estejam semi-abandonados pelas “reformas” e privatarias de Yéltsin e Putin.

Umas imagens da Rússia dos Romanov que nós tinhamos perdido:

Tomando chá em Mytíshchi, V.Perov

Morta afogada, V.Perov

Troika, V.Perov

Execução dos rebeldes de Pugachov. V.Perov

mulheres russas, arrastando os navios dos ricos

zelador, indicando o quarto por alugar para uma mulher nobre. V.Perov

Vagabundos. Sem casa. V.Perov.

Leilão das coisas de um mau pagador. V.Perov

Num boulevard. V.Makóvski

Benção de um próstibulo. V.Makóvskiy

 


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mudanças na percepção de Liev Tolstói

Tenho clientes que querem visitar a casa de Liev Tolstói em Tula, sua famosa residência em Yasnaya Polyana. Por isso estou pensando se a imagem que nós os russos temos de Lev Tolstoi corresponde a sua imagem no exterior?

Grosso modo, na última etapa de sua vida este escritor genial foi um dissidente político, herege religioso e anarcopunk cultural. Excomungado pela Igreja Ortodoxa dos Romanov, Liev Tolstói foi considerado na URSS um “espelho da revolução russa” <1>.

O escritor foi excomungado na Catedral principal do Kremlin de Moscou! Ao mesmo tempo na primeira etapa de sua vida Liev Tolstói também foi um conde, guerreiro e amante dos prazeres da vida. Seu casamento foi celebrado numa das igrejas do mesmo Kremlin de Moscou! E ele é famoso mundialmente por sua obra “Guerra e Paz”, que refletiu a “complexidade florescente” <2> do Império Russo no século XIX.

Liev Tolstói, Maxim Gorki e Anton Chéjov

No tempo da URSS Liev Tolstói foi interpretado justo através de seu lado espiritual – podemos ver isso no filme soviético “Guerra e Paz” de 1967 <3>, concentrado no moralismo e populismo. É interessante notar que o lado espiritual de Tolstói, também entre os marginais ocidentais, teve um papel de destaque: o track mais famoso da banda inglesa “Yes” – “The Gates Of Delirium” (1974) foi inspirado no mesmo romance de Liev Tolstói “Guerra e Paz”! Ao mesmo tempo, a música britânica tão sofisticada (Yes, King Crimson, Uriah Heep, etc.) foi mais ouvida na URSS que no Ocidente <4>.

Mas também é possível interpretar Liev Tolstói através de seu lado “carnal” – acho que podemos ver isso no filme inglês “Anna Karénina” de 2012, concentrado no materialismo e elitismo.

Nós russos, acostumados ao nível alto do cinema soviético, não aguentamos tais interpretações ocidentais. Tanto o filme “Anna Karénina” de 2012 (Inglaterra), como, por exemplo, o “Doutor Zhivago” de 1965 (EUA) para o gosto dos russos são uma espécie de pornochachadas brasileiras. Sabemos que estes filmes são êxitos no Ocidente e muitos clientes nossos compartilham conosco suas impressões positivas destes filmes, mas também é verdade que para o gosto dos russos tais filmes são quase um crime contra a humanidade: nós russos não somos assim, não atuamos assim, não nos movemos, não falamos, não sorrimos assim…

Mas devemos superar nossa repugnância e continuar analisando.

Vasili Shulzhenko (EUA). Liev Tolstói

É importante que nós registramos a intercepção da clássica russa pelo cinema ocidental. Não por acaso em 2016 a BBC também apresentou sua adaptação do romance de Liev Tolstói “Guerra e Paz”! Até podemos pressupor que os produtores ocidentais saibam melhor como interpretar nossos clássicos. Se não os ingleses, quem pode entender melhor o funcionamento do elitismo dentro Império <4>?

O elitismo do Império Russo <5> é um tema que foi ignorado ou ridicularizado no período soviético, mas hoje no contexto da Restauração <6> o elitismo vira atual, só os produtores russos tem medo de Liev Tolstói e preferem os roteiros mais simplistas tipo “Duelista”, filme russo de 2016, também concentrado no elitismo do século XIX <7>.

Podemos resumir que ao parecer o moralismo, o populismo, o anarquismo e os demais “ismos” dos grandes autores russos cada vez sejam menos interessantes para os produtores da cultura atual (tanto no Ocidente, como na Rússia), que visam mais o materialismo, o elitismo e o ordem.

  1. https://www.marxists.org/portugues/lenin/1908/09/24.htm
  2. Leia mais sobre o conceito de “flowering and increasing complexity” de Konstantin Leontiev em https://en.wikipedia.org/wiki/Konstantin_Leontiev
  3. https://pt.wikipedia.org/wiki/Voyna_i_Mir
  4. Leia mais sobre o elitismo inglês aqui: Kate Fox, Watching the English: the hidden rules of English behaviour. 2004
  5. http://guiademoscou.blogspot.ru/2015/12/imperio-de-cabeca-para-baixo.html
  6. http://guiademoscou.blogspot.ru/2016/01/sobre-os-gemeos-catedral-de-cristo.html
  7. https://en.wikipedia.org/wiki/The_Duelist_(2016_film)

P.S. Para todos os fãs de Liev Tolstói sugerimos muito assistir os grandes filmes soviéticos:

Guerra e Paz de 1967 em 4 partes (legendado em português)

https://vk.com/video252157879_170064586

https://vk.com/video252157879_170035073

https://vk.com/video252157879_170032306

https://vk.com/video252157879_170025002

Anna Karénina de 1967 em 2 partes (pode-se ativar as legendas em inglês)

https://www.youtube.com/watch?v=Y5YutODgC0k&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/watch?v=x5QdY1HWok0

As fotos da residência provinciana de Liev Tolstói perto de Tula em Yasnaia Poliana: http://fatikova.livejournal.com/154073.html

 


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metrô de Moscou: monumento ao “Super-Homem” Soviético

Todo mundo sabe que o Metrô de Moscou Lenin é o museu mais barato e mais popular da capital russa (cerca de 12 milhões de amantes da arte comparecem ao metrô por dia). A entrada custa menos de US$ 1,00/um dólar e você pode permanecer das 06:00 às 01:30!

Sim, ficamos aqui das 06.00 até a 01.30. É isso mesmo, moramos no metrô!

Assim, é normal conhecer uns aos outros no metrô para logo se casar. Durante a Grande Guerra Patriótica as mulheres davam à luz no metrô, refugiadas dos bombardeios do fascismo europeu por baixo da terra.

Entre as 200 estações umas 50 são verdadeiras obras de arte que representam o gênio dos povos da URSS e o período heroico dos anos 30-50. O projeto do Metrô de Moscou era um dos principais projetos da industrialização estalinista, igual à Estação Hidroeléctrica Dniépr, a Planta Metalúrgica em Magnitogorsk, MMC Norilsky Nickel, etc. – as empresas que até agora mantêm vivo o espaço pós-soviético.

Claro, nosso metrô é um templo do “comunismo russo”, cujas ideologemas hoje para algumas pessoas podem parecer obsoletas e, pelo contrário, para outras pessoas são super atuais. Ao mesmo tempo é uma obra-prima da arte da engenharia, arquitetura e desenho. Cada decímetro quadrado do metrô é importante por sua mensagem, tudo foi bem pensado: o chão, as paredes, o teto, as lustres, o efeito da iluminação, etc.

Os críticos podem dizer que o metrô de Moscou é clássico demais, coletivista, totalitário (como a igreja) que não vemos aqui nada individual, nada íntimo, romântico, burguês.

Só podemos rir desses vulgares reproches. Por trás de cada mosaico, afresco, estátua está escondida uma tragédia ou anedota. O problema é que seu guia, contratado por uma agência parasita, não tem tempo para lhes contar tais histórias.

Por exemplo na estação “A Praça da Revolução” vemos 76 estátuas de bronze, que representam o desenvolvimento da Revolução Russa dos anos da Primeira Guerra Mundial através da Guerra Civil até o período da reconstrução do estado renovado. Nesta estação a gente supersticiosa costuma tocar o focinho de cão da estatua de um Guarda de Fronteiras, acham que isso pode trazer sorte. Por isso o focinho ficou polido e brilhante e como a maioria dos supersticiosos são estudantes da Universidade Bauman, o cão é conhecido como o cão de Bauman. Bauman é bastante famoso, não vou falar dele.

Quero lhes informar que cada uma das 76 estátuas também tem sua história pessoal!

Assim, para a estátua de um Marinheiro Sinalista posou um tal Olimpii Rudakov, naquele tempo simples marinheiro. Na época da Grande Guerra Patriótica Olimiii Rudakov virou assistente de capitão, mas foi condenado à morte igual a seu capitão por não ter ido embora por último de seu barco durante o naufrágio. A pena de morte foi trocada pelo serviço num batalhão penal da artilharia. Em um ano ele recuperou sua honra e voltou a ascender até asistente de capitão.

Depois da guerra o cara continuava sua carreira e até foi eleito para representar a URSS na cerimônia da coroação da rainha do Reino Unido Isabel II! A anedota diz que o piloto inglês mandado para nosso barco para estacioná-lo no pier estava bêbado. Por isso Olimpii Rudakov rejeitou seus serviços e ancorou seu cruzador a grande velocidade independentemente.

Os ingleses ficaram muito surpreendidos com a habilidade do capitão soviético. Isabel II o condecorou antes de atender aos almirantes de outros países! Alem disso, o escolheu para a primeira dança. O cara era legal!

Igual ao protótipo para a estátua de um estudante, que está lendo um livro. Campeão no salto em altura, Arkadi Guidrat desapareceu durante a guerra, sua mulher até a morte visitava a estação da “Praça da Revolução” para se encontrar com seu marido, trazendo flores e sua filha, que tinha visto seu pai pela última vez, quando tinha 4 anos.

Há pouco a filha do campeão recebeu as notícias oficiais da morte de seu pai. Seu corpo foi encontrado só 59 anos depois de sua morte pelos escavadores entusiastas, perto de Leningrado.

Arkadi Guidrat morreu no inferno das Alturas de Siniávino, protegendo um setor de 10 km, que foi o lugar mais vulnerável da defesa da cidade-herói.

São apenas 2 historias pessoais de uma só estação, imaginem quantas mais temos!


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Chistes sobre judios

Una matrona judía regresa a su casa y ve, que su hijo esta cogiendo de pie a la moza doméstica. El corazón materno por poco se revienta:
– ¡Maldita antisemita! ¡Como puedes atormentar tanto al pobre niño judío! ¿Acaso no puedes acostarte?

En el compartimiento de tren se pusieron a hablar de los famosos. Al lado de ventana esta sentado un intelectual judío y a remezones interviene con una breve observación sobre el origen de la mencionada celebridad:
– Spinoza…
– Era judío.
– Colón…
– judío de Génova, convertido.
– Offenbach…
– Judío.
– Modigliani…
– Judío.
– ¡O, Jesús María y José!
– También judios…

Un tartamudo cuenta:
– N-no m-me a-ce-ce-pta-ron co-co-mo dictor en la ra-ra-dio.
– ¿Y por qué?
– P-p-porque soy ju-ju-dío.

En un pueblo judío nadie pudo preparar tan rico té como lo hacía Rabinóvich. No obstante él nunca contaba a nadie el secreto de su preparación. Entonces, Rabinóvich esta muriendo. Al lado de su lecho de muerte se juntaron todos los parientes, amigos, vecinos…
Todos le ruegan, suplican:
– Jáime, estas con el alma entre los dientes, siquiera ahora cuéntanos, ¿en que consiste el secreto de la preparación de tu té, que nos gusta tanto a todos?
– ¡Judíos! ¡No ahorren té para la infusión!

Un viejo judío llama a su amigo, quien es el directór del cementerio del Convento Novodévichi.
– ¡Oye, acaso no somos compinches! Te ruego mucho: búscame, por favor, un lugarcito en algún rinconcito de tu cementerio… Tu sabes…
Dentro de un tiempo el amigo le devuelve la llamada:
– ¡Jáime! Con urgencia tráeme 1 millón rublos y ¡mañana – a sepultarte!

El marido judío regresa a casa y sorprende a su adorada esposa en la cama con su amante. Empieza a hablarle algo, pero ella lo interrumpa:
– Y que tu piensas ¿que con tu salario compramos nuestro mueble? O piensas tú, ¿que compramos el televisor plasma con tus centimos? ¿Y de donde yo saqué la plata para comprar el coche?
El esposo:
– Sara! ¡Cierra la ventana rápido para que él no coja un resfrío!

Un anciano judío sale de su casa y ve que por encima de la ciudad se formó el arco iris. Lo vio y dice:
– ¡Aja! ¡Claro! ¡Para esto siempre tienen la plata!

Karl Radek decía: “Móises sacó a los judíos del Egipto, y Stalin – del buró político del PCUS”.

Un viejo judío se dirige al camarero, que también es judío, pero joven:
– ¡Móishe, prueba la sopa!
– ¿Que pasa? Es la sopa de siempre.
– ¡Pues, pruébala!
– ¿Acaso siquiera una sola vez le serví una mala sopa?!
– Pues yo te digo: ¡prueba la sopa!
– Esta bien, vale, voy a probarla… ¿Pero donde esta la cuchara?
– ¡Aha! – lo sorpende el anciano.

Un judío es un punto de venta, dos judíos son un torneo internacional del ajedrés, tres judíos ya son Orquestra Simfónica Estatal de Rusia. Cuando un ruso es un borrachín, dos rusos son una pelea, tres rusos ya son una organización de base del Partido Comunista.

Un judío muy rico llega a un pueblo judío para visitar a sus parientes. Viene a sinagoga y dice:
– Rabí, quiero dejarte en custodia mi dinero y joyas.
Rabí halagado le responde:
– Por supuesto, es un honor, que usted, como un hombre muy respetado, confía en mi, pero yo no puedo recibir nada sin testigos. Espere, ahora voy a llamar a mis asistentes y entonces…
Y así lo hizo.
– ¿Vean, – dice el rabí, – como confia en mi el estimado señor Rabinovich? Me ha pedido, que yo guarde todas sus joyas. Entonces, yo delante de ustedes recibo todo esto y lo cierro en mi caja fuerte.
Pasa tiempo, y Rabinovich viene a rabí a recoger sus cosas.
– ¿Que joyas? Yo no sé nada.
Y Rabinovich indignado:
– ¿Cómo puede ser eso?! ¡Tu reuniste aquí a todos tus asistentes y en presencia de ellos lo guardó todo!
Bueno. El rabí llama a todos los suyos.
– ¿Oyen, Rabinovich trata de convenserme, que como si yo recibiera de él algunas cosas de valor y que como si ustedes fueran los testigos de ello? Entonces, les quiero preguntar, ¿si vieron ustedes algo parecido?
Ellos le responden, que no vieron nada. Rabinovich escupió y se dirigió hacia la salida. Entonces rabí lo regresa, abre la caja fuerte, saca las joyas y dinero, lo devuelve al dueño. Este no entiende nada en absoluto.
– Escuche, rabí. ¿Para que toda esta comedia?
– Te quería mostrar, con que canallas me veo obligado a trabajar.

2 judíos estan en WC. Uno pregunta al otro:
– ¿Como crees: cagar es un trabajo intelectual o físico?
– Si fuera físico, contrataría a alguien.

Un judío cuenta sobre su vida en Inglaterra.
– Me acomodé muy bien. Vivo en Iglaterra, sirvo a un lord. El se acuesta con mi Sara, mientras yo – con la esposa suya.
– ¡Pues, es maravilloso!
– Si, pero yo hago a los lordes, y el me hace a los judios.

María Isaak Petrova esta llenando una encuesta y le preguntan:
– ¿Y por que Isaak? ¿Es judía?
– Entonces, según usted ¿la Catedral de San Isaak es una sinagoga?

En Kishenev esta pasando un pogróm. Agarran a un viejo judío justo en su cama.
– Aja! ¡Maldito judío! ¡Ahora te vamos a sacar las tripas!
– ¿Pero por que?
– ¿Aun te preguntas? ¡Cuando ustedes cruzificaron a nuestro Cristo!..
– ¡Se lo juro, no fuimos nosotros! ¡Fueron los de Odessa!