Vitaly, é costume aqui dar gorjeta a motorista de táxi e Uber?

Vitaly, é costume aqui dar gorjeta a motorista de táxi e Uber?

Uma pesquisa pouco confiável do ano 2016

A pobreza em massa é um fenómeno novo para a Rússia pós-soviética (segundo os dados do governo russo, um 15% dos russos vivem abaixo da linha da pobreza, se nós usarmos o padrão ocidental, esse número será muito maior). Assim, a tradição de gorjetas, que desapareceu depois da Revolução de 1917, desde 1991 está voltando.

Os motoristas de UBER/YANDEX ou os garçons dos restaurantes são as pessoas que estão no fundo da sociedade (em geral são migrantes das repúblicas outrora soviéticas, que depois da queda da URSS, caíram na Idade da Pedra: Quirguistão e Armênia, Uzbequistão e Tadjiquistão, Ucrânia e Moldávia). 

O salário diário dos taxistas nos últimos 7 anos caiu 3 vezes (graças à uberização). Se registram os casos das mortes dos taxistas em “seus” carros por trabalhar demais, como também morrem por trabalhar demais os entreguistas de comida, caindo de “suas” bicicletas. Sua vida é quase um inferno com o objetivo de entrar na classe média baixa.

Mas os usuários de UBER/YANDEX/SAVE-TIME também são as pessoas relativamente pobres, que lutam por não cair da classe média baixa ao submundo do UBER!

Em contrapartida os ricos não usam UBER, ou melhor dizendo, os ricos usam algum Uber Super Lux Plus (ou eles tem seus motoristas privados para não pagar nunca pelo estacionamento). 

A maioria dos russos não comem nos restaurantes onde há garçons, eles comem de vez em quando nos restaurantes de autosserviço, onde nem tecnicamente há jeito de deixar gorjetas.

Acontece então que os usuários de UBER, as pessoas que comem nos restaurantes de mass market ou as pessoas que compram a entrega de produtos QUASE NUNCA DÃO AS GORJETAS.

A situação da gorjeta acontece entre um rico e um pobre, e eles tecnicamente podem se encontrar só num lugar de chique, por exemplo, num restaurante do nível mais ou menos alto: cliente e garçom. 

Segundo uma pesquisa da opinião pública (pouco confiável) um 40% dos russos dizem, que deixam as gorjetas nos restaurantes e bares (mas é importante compreender, que a maioria dos russos não comem nos restaurantes com garçons cada dia, senão 1 vez por ano ou por vida). Só um 12% dos russos dão gorjetas aos taxistas (quando o uso de táxis é muito mais frequente e rutinario que comer num restaurante com garçons!).

Os líderes da opinião pública (que representam os ricos) nos aconselham a dar as gorjetas. Mas pela lei ainda não é obrigatório na Rússia.

No setor turístico também as gorjetas se tornam comuns. Alguns de meus motoristas até colocam em seus carros os cartéis: “tips are welcome”. Certos restaurantes já incluem as gorjetas na conta (incluem, porque os clientes não querem dar as gorjetas voluntariamente). Cotando os pacotes turísticos eu nunca espero as gorjetas, nem as incluo, mas a maioria de meus clientes ficam felizes com meu trabalho e deixam as gorjetas, claro que isso soube muito minha autoestima e isso é uma boa inversão de seu dinheiro.

Resumindo, entre os russos a gorjeta ainda não é comum. A última moda é oposta – procurar os cashbacks (programas de recompensa por pagar com certos cartões). Mas no setor turístico as gorjetas são bem-vindas (também pela lógica da desvalorização da Rússia: a Rússia se tornou um dos destinos mais económicos, vale a pena agradecer aos russos).

P.S.

Pode ser curioso que é quase uma tradição aqui de agradecer aos médicos ou aos professores do setor público com os pequenos presentes (tradição se formou no tempo de déficit ao final da Perestroika e avançou no tempo do fome dos anos do capitalismo selvagem). Os presentes podem ser pessoais ou coletivos. Com os coletivos há problemas: os filhos dos pais, que não podem ou não querem pagar tal dinheiro à escola, por exemplo, correm risco de bullying. Porque outros pais pagam – pela pressão da escola ou pela pressão de alguns pais ativistas idiotas. E o dinheiro não sempre vai para o professor ou para as reformas de aulas, este dinheiro facilmente pode ser roubado pelo diretor ou pelo chefe do comité dos pais. Nestes casos as gorjetas direitas seriam mais honestas, e muitos russos preferem presentear algo simbólico (com frequência já em forma de dinheiro), mas diretamente para o professor ou o médico.


  • -

Un humilde resumen de la política interna rusa en el año 2019

El precio de la Iluminación navideña en Moscú equivale al presupuesto anual de una ciudad rusa tipo Ulyanovsk (630 mil habitantes), Barnaul (630 mil habitantes), etc

En 2019 en general se han prolongado las inercias de los años de las vacas gordas (gracias al dinero, reservado por no desarrollar el país durante la alta coyuntura petrolera). Al mismo tiempo la hipertrofia grotesca de Moscú provocó una crisis de la sobreproducción de basura y de tal manera se agravó el conflicto con las regiones. Son problemas muy europeas, no? Italia vive algo semejante… Los temas de eco-activismo, reciclaje, etc. se sumaron al tema del urbanismo y así los poderes están felices por desviar el público de la cuestión clave: donde está el dinero?

El golpe más fuerte para la legitimidad del grupo gobernante sigue siendo la reforma de las pensiones. También es una tendencia occidental del desmontaje del estado de bienestar. Solo en Rusia es más serio, porque aquí la esperanza de vida cayó y la subida de la edad de jubilación significó la liquidación de las pensiones para la mitad de la población.

El gobierno también comenzó a reducir el número de los funcionarios, aunque la burocracia regional podría ser un soporte importante del país en el caso del caos en el centro. Austeridad clásica.

O sea seguimos el trayecto del mundo. El fatalismo de mercado causa la inutilidad de las regiones, de las relaciones con los países-vecinos y cuestiona la existencia de una gran parte de la población. Se estima que con la sobremortalidad actual para finales del siglo XXI se quedarán unos 90 millones de los rusos, y la tercera parte de ellos ya está “desplazada” para la aglomeración de Moscú (y por supuesto, no todos moscovitas están beneficiados: la ciudad se autodestruye, su crecimiento elimina las bellezas de la provincia de Moscú. A pesar del desarrollo fenomenal de transporte, las distancias crecen y las vidas se desgastan en las horas de transporte, en las hipotecas y alquileres. 

Se está agravando el frente bielorruso (con el mismo guión, que tuvo la pérdida de Ucrania: los bielorrusos no aguantan las subidas regulares de los precios de gas y petróleo rusos, mientras la producción bielorrusa no es complementaria para Rusia, sino competidora, entonces, desde la lógica del capital nacional ruso es un absurdo subsidiar al competidor bielorruso). Se ventila la posibilidad de integrar Bielorrusia para subir la legitimidad del putinismo, es un tema navideña de los últimos 2 años. No obstante el capital nacional bielorruso tiene miedo de tal M&A, ya que le espera la desindustrialización. Atención: lo mismo vivieron los países bálticos después de integrarse a la UE. Rusia no inventa nada.

En el frente ucraniano los prorrusos de las regiones rebeldes del Donbass ganaron los pasaporte rusos (análogo de régimen sin visado, que ganaron los pro EE.UU. en las regiones, controladas por Kiev). El resultado de su lucha ha sido una posibilidad de migrar para Moscú, comprar una hipoteca y desgastar su vida en el tráfico moscovita. Sin embargo es por lo menos algo, que por fin justificó su resistencia contra Kiev durante 5 años. Buen avanzo.

En 2019 Rusia se ha conectado con la península de Crimea mediante un puente ferroviario sobre el estrecho de Kerch (obra hecha con el dinero ruso). En el Oriente Extremo Rusia se ha conectado con China por un puente sobre el río Amur para el transporte automovilístico de carga (obra hecha con el dinero chino).

Rusia siguió manifestando su soberanía en Arctica (aparecen las nuevas fábricas de la liquidación de gas norteño). La modernización militar proseguible, como siempre en Rusia, es el argumento más importante de la utilidad del grupo gobernante, aunque los escépticos están preocupados que las bravatas militares son más bravatas que las militares.

El año 2019 no fue marcado con las trageidas de la escala nacional, sin hablar de las explosiones de gas, accidentes de tráfico, mass shootings en los colegios – las cosas que son regulares para cualqueir país occidental. Este argumento es importante para los servicios especiales que lo tienen como su mérito, justificando así sus privilegios.