¿Ya se puede cerrar Rusia?

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¿Ya se puede cerrar Rusia?

En la UE viven 1,81 millones de los inmigrantes de Rusia. Si les sumamos a los inmigrantes de Ucrania, que en su mayoría hablan ruso y suelen googlear en ruso, resulta que la comunidad de los rusoparlantes en la UE alcanza casi 3 millones de personas. Es la diáspora más grande en Europa!

La educación soviética resultó ser un campo bastante inercial: la economía rusa (igual que la ucraniana o bielorrusa) desde el año 1991 ha degradado mucho más rápido que la escuela, o sea la extinta URSS sigue produciendo a la gente educada, pero la economía post soviética ya no tiene empleo para tal gente. Tienes que degradar o emigrar.

La vice-primer ministra de Rusia Olga Golodets dijo que ⅔ partes de los rusos no necesitan la educación superior (tanto se simplificó la economía bajo Yeltsin y Putin), ex ministro de economía German Gref (2000-2007), hoy jefe del banco más importante del país, Sberbank, abiertamente declaró la necesidad de un aparteid social mediante la bajada de la educación: “¡¿Como se puede manejar una sociedad, en la que todos tendrán acceso igual a la información?!”.

Por supuesto la reducción de la educación se vende como la única manera de subir su calidad, pero la realidad es que la economía primitiva no necesita a mucha gente educada. Por eso el discurso nacionalista, que el gobierno neoliberal busca sustituir a los ciudadanos por los inmigrantes indefensos, tiene sus razones. ¡Que paradoja! Mientras los rusos corren para la UE, EE.UU, China, países de Latinoamérica, Rusia misma se ha vuelto uno de los países, que más inmigrantes reciben! “Malvenidos” de los países aún más pobres que Rusia (del mismo espacio post-soviético, que degradó desde 1991 mucho más que Rusia).

Uno de los autores del desastre económico en Rusia, Alfred Koсh, operador de la privatización de la propiedad soviética en los 1990* vive en Alemania y cree que “ya se puede cerrar Rusia”:

“La escuela matemática rusa fue sacada. <…> El ballet ruso existe en forma de la escuela Barýshnikov. <…> Prácticamente toda la pintura rusa significante desde hace mucho vive en Occidente. Todos los compositores sérios. <…> Biólogos, lingüistas, físicos-teóricos (tres premios Nobel). <…> En buenas clícinas de Alemania o Israel un 30% de los médicos son rusos. <…> La comunidad rusoparlante de Alemania alcanza 4 millones (5% de la población)”**.

Alfred Koch pinta a los emigrantes rusos de hoy como a los “vencedores”. Ellos no solo sacaron de Rusia/URSS la educación, sino también un gran dineral. Sus antepasados, que corrieron de Rusia Soviética después de la Revolución de 1917 fueron perdedores: sus capitales fueron nacionalizados en la URSS, en cambio hoy lo nacionalizado y desarrollado por la URSS fue robado y sacado del país por los emigrantes como Alfred Koch.

Pintor vanguardista Vasily Kandinsky, músicos Serguei Rachmaninov e Igor Stravinsky, escritor Vladimir Nabokov, inventor de helicóptero, Igor Sikorsky, inventor de televisión Vladimir Zavorykin, etc. son las estrellas, generadas por la emigración después del colapso del Imperio Ruso.

Los destructores de la URSS como Alfred Koch están seguros de que la diáspora actual sea más fuerte, porque robó de Rusia mucho dinero y sí, es probable, que esta ola de la emigración también genere a los intelectuales del nivel mundial. Y Rusia, descerebrada por la Reforma de Yeltsin-Putin? ¿Podrá recuperarse? Rusia soviética – sí, conseguió recuperarse después del desastre de los Romanov y la URSS generó un sinfín de los genios en todos los campos (muchos emigrantes volvieron).

La novedad de la situación actual es que tenemos un campo informativo global – uno puede ser ruso y conectado con el “mundo ruso” sin vivir en Rusia. De todas formas, vivimos una virtualización de la gran cultura rusa.

*Auditoria de Rusia declaró que la privatización de los 1990 fue absolutamente criminal.

**tal vez que A.Koch haya sumado también a los alemanes rusoparlantes oriundos de Kazajistán, etc.


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o Dia do Defensor da Pátria na Rússia

Antes esta festa foi o Dia do Exército Vermelho e Frota, logo o Dia do Exército Soviético e Marinha e agora é o Dia do Defensor da Pátria. Uma festa baseada no decreto de 23.02.1918 “A Pátria socialista está no perigo”. O dia 23.02.1918 se considera o dia da fundação do heróico Exército Vermelho. O povo mobilizado por um decreto, assinado em 23.02.1918, derrubou tanto aos brancos russos, apoiados pelo Ocidente, como aos intervenientes britânicos, estadunidenses, japoneses e muitos outros, que vieram para “periferizar” o país outrora semi-periférico (assim foi a Rússia dos Romanov). Em lugar de isso a Rússia Soviética ganhou sua independência e virou a segunda potência mundial.

Achamos que o Exército Soviético era o núcleo do Comunismo Russo. Lá em trincheiras da Primeira Guerra Mundial, se formou o sonho duma sociedade justa e sem castas. Somente graças ao povo armado por causa da Primeira Guerra Mundial, os radicais socialistas conseguiram interceptar o poder do capital estrangeiro (o governo do Fevereiro).

Na primeira etapa do Exército Vermelho, até foram eliminados os graus de oficiais e insígnias de ombro. A gente esperava uma revolução mundial e queria cortar os laços com o mundo antigo. O militarismo foi visto como um fenômeno temporário. Não havia insígnias, mas claro que havia hierarquia militar e classificação de acordo com o nível de responsabilidade e qualificação profissional.

Em lugar da Revolução Mundial aconteceu a Mobilização Fascista do Ocidente. O Exército Vermelho restabeleceu os graus de oficiais e insígnias de ombro. De fato, o Exército restaurou a estrutura do Exército Imperial, mas o organismo da sociedade da URSS ficou socialista. Os soviéticos construíram uma sociedade-família, cujo núcleo era o exército.

Hoje, depois da queda da URSS o exército russo cada vez se torna mais profissional, e aparecem também os “exércitos privados”. O público diz: “Que legal! Que morram aqueles, que sim, querem morrer! E que nossos filhos fiquem em casa! Nós não queremos um Afeganistão mais”*.

Ao mesmo tempo um exército profissional cada vez se torna menos popular e qualquer momento pode voltar contra o povo. Para não mencionar os exércitos privados, que são mercenários 100%, dispostos a lutar por qualquer interesse. Enquanto os cidadãos desaprendem a manejar as armas, as pessoas que aprendem viram os “profissionais”, contratados pelo estado oligárquico ou mercenários, contratados diretamente pela oligarquia.

Também é curioso, que  na sociedade russa de hoje ainda haja uma grande demanda por cursos de tiro, medicina de urgência, etc. – por tudo que deveria ser dado pelo exército popular. Esta exigência surge, porque o exército atual não dá nada disso! O serviço militar atualmente é uma perda de um ano sem muita prática! Assim, o estado neoliberal canaliza as pessoas interessadas rumo a um exército profissional ou rumo às companhias militares privadas. Assim passamos dum exército popular até um exército privado. Como do mesmo jeito a milicia soviética se tornou a polícia russa. Se antes a Defesa da Pátria foi uma obrigação pessoal de cada cidadão, hoje é um negócio dos profissionais e dos contratistas-mercenários.

Leia mais: http://guiademoscu.blogspot.ru/2011/02/el-dia-del-defensor-de-la-patria.html

* O público russo dizendo: “Não queremos um Afeganistão mais”, quer dizer que no Afeganistão (como durante a Primeira Guerra na Chechênia também) morriam muitos soldados rasos, que não tiveram experiência suficiente e que agora estamos melhor (diz o público), porque hoje morrem os contratistas, aqueles que tomam a decisão de morrer pessoalmente. E ainda melhor é o caso dos mercenários, o estado mesmo sempre pode dizer que não tem nada a ver com essa escória (além disso não há necessidade de organizar os funerais de gala cada vez). Atenção! Quanto à guerra no Afeganistão  nós costumamos repetir, que em 10 anos da ajuda ao Afeganistão a URSS perdeu lá 30 mil soldados, quando depois da queda da URSS a Rússia perde 100 mil jovens ao ano pela heroína do Afeganistão. Valeu a pena estar no Afeganistão, então.