Obsessão pelas ordens, medalhas e carros de luxo

Obsessão pelas ordens, medalhas e carros de luxo

A obsessão pela falerística é um dos indicadores da degradação das elites. É eloquente a comparação da elite soviética dos anos 1930 (o período heróico da URSS) com a elite da Segunda República Polonesa.

General Tadeusz Komorowski não ganhou nenhuma batalha, mas teve umas 10 condecorações máximas da Polônia.

Edward Rydz-Śmigły

Mariscal Edward Rydz-Śmigły a única coisa que fez como militar foi correr do Exército Vermelho (que foi uma operação muito importante: Edward Rydz-Śmigły salvou seu exército), como consequência de uma só operação exitosa, esse mariscal foi o cavaleiro das dezenas das ordens polacas e das dezenas das estrangeiras.

General Gustav Orlich-Drescher foi uma piada de Deus (responsável pelas “colônias ultramarinas” da Polônia), mas também gostava muito das ordens e medalhas.

Mariscal Józef Piłsudski, o ditador da Segunda República Polonesa, o “avô” da nação polaca, não tinha complexo de inferioridade:

“Há coisas que vocês, polacos, não são capazes de compreender!.. Quanto eu poderia fazer, se governasse um outro povo”.

Jean-Bédel Bokassa

A elite polaca dos anos 1930 chegou ao nível do ditador do “Império” Centroafricano – Jean-Bédel Bokassa.

Que contraste com a elite soviética! O mariscal Semyon Timoshenko, o general Konstantin Rokossovsky (o comandante militar da origem polaca, mais famoso da história), o próprio generalissimus Stalin…

Mas ninguém é imune à degradação: a mesma elite soviética nos anos 1970 já “se polonizou” bastante, basta com olhar para as fotos de Leonid Brezhnev.

Segundo os elitólogos a Polônia é o caso clássico de um país limítrofe, um país que perdeu sua soberania, então a elite polaca virou uma simples ferramenta de controle sobre a plebe nos interesses dos países patrões. Assim as elites perdem a conexão com seus povos e se tornam ridículas.

Konstantin Rokossovsky

A Rússia também tem tendências da “limitrofização”: as elites russas da época do ditador Boris Yéltsin e de seu sucessor Vladímir Putin dão vergonha por seu infantilismo quase do nível “saudita”… Moscou está cheia de carros de luxo, quando o nível de desigualdade na Rússia é terceiro-mundista.

Tal “apartheid” das elites russas foi típico no período do Império dos Romanov,  resultado da infusão do modelo polaco no século XVII (quando a Polônia esteve pronta de conquistar a Rússia, mas no lugar da conquista deu para a Rússia seu modelo da administração: “as elites ocidentalizadas vs o povo escravizado”).

Leia mais:

As elites russas da época de Yéltisn-Pútin:

http://guiademoscou.blogspot.ru/2016/01/sobre-os-gemeos-catedral-de-cristo.html

O modelo da administração dos Romanov:

http://guiademoscu.blogspot.ru/2013/12/los-romanov-mi-historia.html

http://guiademoscou.blogspot.ru/2015/12/imperio-de-cabeca-para-baixo.html


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Soy guía profesional en Moscú. Nací en Siberia, viví en varias ciudades de Rusia, pero la mitad de mi vida estoy conectado con la capital. Viví en Colombia, en el Ecuador, trabajé en Venezuela, conozco la ciudad de México. Fui observador político, intérprete militar y petrolero, trabajé con las misiones humanitarias en un área de conflicto armado. Me encanta la historia y la sociología. Pueden encontrar las referencias de mis turistas en TripAdvisor (Guia de Moscou - Tours, o Vitaly Lezov). Tengo 2 niños, amo a mi mujer, practico el esquí de fondo. Aunque soy depresivo, mis turistas me conocen como a una persona de buen humor y autoironía constante.